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Brasil

MDIC: governo investe centenas de bilhões em programas pró-indústria

Secretário do Ministério do Desenvolvimento Industrial iniciou o Metrópoles Talks sobre a indústria, nesta quinta-feira (2/7)

02/07/2026 16:02, atualizado 02/07/2026 19:04
Reprodução Youtube Metrópoles
Uallace Moreira, secretário do Ministério do Desenvolvimento Industrial (MDIC) - Metrópoles

Uallace Moreira, secretário do Ministério do Desenvolvimento Industrial (MDIC), abriu o Metrópoles Talks “Brasil Industrializado – Inovação, Produtividade e Competitividade para a Nova Indústria”, nesta quinta-feira (2/7), com um panorama do investimento bilionário que o governo federal está fazendo no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB), política lançada para reindustrializar o país até 2033 com foco em sustentabilidade, inovação e soberania produtiva.

O evento que acontece no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília (DF), busca apontar caminhos para uma indústria mais forte e preparada para os desafios globais, em uma iniciativa do Metrópoles, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Em primeiro lugar, Moreira destacou as seis grandes missões da política: a cadeia agroindustrial; complexo econômico e industrial da saúde; infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade; transformação digital, transição energética e tecnologias para soberania de interesse nacional. Além dos quatro eixos para uma indústria mais inovadora, exportadora, competitiva e mais verde.

“Um dos instrumentos que temos é o plano Mais Produção, conjunto de linha de crédito dos bancos públicos, que têm projetado entre 2023 e 2026 para emprestar para projetos de inovação e tecnologia mais de R$ 750 bilhões. Nesse tempo, R$ 709 bilhões foram desembolsados para contratar 494 mil projetos”, afirmou.

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O secretário ainda destacou, entre outros programas, o Mobilidade Verde, que já gerou volume de investimento do setor privado de mais de R$ 190 bilhões em novas rotas tecnológicas para descarbonização. “Se vemos hoje nas ruas carros híbridos, elétricos, é resultado desse programa, de incentivo fiscal para que as montadoras possam investir na inovação”, enfatizou.

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Um outro programa recente é uma linha de edital para atrair centros de pesquisa e desenvolvimento para o Brasil, como a Volks e a Bosch; e a política Depreciação Acelerada, de incentivo fiscal para que as empresas renovem máquinas e equipamentos.

“Era um programa de R$ 3,4 bilhões em que a indústria investiu mais de R$ 7 bilhões comprando novas máquinas. Esses números mostram o avanço da Nova Indústria Brasil no sentido de aumentar tanto a inovação, a produtividade e, consequentemente, a produtividade do país”, acrescentou.

Custo Brasil

Sobre o chamado “custo Brasil”, conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que torna a produção e a operação de empresas no país mais cara, Ualace destacou o Novo PAC, que alavancou R$ 1,7 trilhão de investimento em melhoria de infraestrutura. Ele também pontuou que, recentemente, o governo criou duas linhas de crédito para renovar a frota de caminhões.

“Mas talvez a maior reforma que este governo conseguiu fazer para reduzir a questão do chamado custo Brasil é a reforma tributária. Ela talvez seja o maior ganho histórico que esse país já teve para reduzir esse fator, porque você simplifica o sistema tributário brasileiro, traz eficiência, desonera investimento e desonera as exportações. Então sem dúvida nenhuma, a reforma tributária é uma vitória da sociedade, do povo, do Congresso que votou e aprovou”, disse.

Ele falou também da necessidade de se intensificar o investimento em inovação. “Talvez um dos elementos mais estratégicos que traga competitividade para a indústria ou para qualquer país no mundo é a inovação tecnológica. Um dos programas nesse sentido é o Brasil mais produtivo, que traz um nível de eficiência e de digitalização para micro, pequenas e médias empresas e que aumenta em média todas as empresas atendidas por esse programa 28% de eficiência”, afirmou.