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Brasil

Eleições: após veto de Lula, secretário do PT defende uso ético da IA

Secretário de Comunicação do PT disse que IA pode ser aliada, mas repudiou o uso de tecnologia para manipular e espalhar desinformação

09/07/2026 13:36
Divulgação PT
Eleições: após veto de Lula, secretário do PT defende uso ético da IA

O secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, defendeu o uso ético da Inteligência Artificial (IA) nas eleições deste ano. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o dirigente petista repudiou o uso de tecnologia para manipular e espalhar desinformação. Na avaliação dele, a IA pode ser bem-vinda se usada de forma técnica, como ferramenta de edição ou aprimoramento de conteúdos.

“O que é vedado pela legislação brasileira, e nós estamos chamando a atenção da Justiça Eleitoral, é a utilização que a extrema-direita tem sistematicamente realizado para deepfakes, montagens grotescas, ataques pessoais e manipulação da verdade”, ressaltou.

Ele fez referência ao senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem utilizado a tecnologia para produzir vídeos com estética hollywoodiana para fazer críticas ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A turma bolsonarista tem usado essas ferramentas para apresentar um candidato de mentira, em situações de mentira e criado cenas também de mentira para atacar o PT e o presidente Lula”, destaca Valadares.

Valadares frisa ainda: “Na nossa comunicação, seja aqui nas redes sociais ou na TV, toda vez que você vir o presidente, saiba que é o Lula de verdade, mas falando a verdade sobre o Brasil de verdade”.

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Veto à IA na campanha

A manifestação ocorre após o presidente Lula barrar o uso de Inteligência Artificial em sua campanha. A informação foi revelada pelo Metrópoles, na coluna Milena Teixeira.

Conforme a reportagem, a campanha vai evitar a utilização da tecnologia na produção de conteúdos para as redes sociais e materiais de propaganda.

A orientação partiu do próprio presidente, que tem feito críticas públicas à ferramenta. Ainda segundo apurou a coluna, a medida visa também prevenir problemas com a Justiça Eleitoral.