Camilo diverge de líder do PT sobre Alcolumbre: "Momento é de distensionar"
Líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE) disse que atacar presidente do Senado sobre 6x1 "não contribui" e momento exige "calma"

O novo líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), divergiu nesta quarta-feira (8/7) sobre uma fala do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), em relação ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Uczai declarou na terça-feira (7/7) que Alcolumbre seria eleito “inimigo” caso não avançasse com a pauta do fim da escala 6×1 na Casa.
Camilo disse que a frase contribui para o tensionamento da relação do presidente do Senado com o Executivo e que o momento exige “calma” e é necessário “respeitar” o presidente de uma Casa.
“Sem dúvida [contribui para tensionar], o líder Pedro Uczai é um grande parlamentar, um grande companheiro, mas eu acho que o momento é de termos calma, distensionar, respeitar o presidente de uma Casa. A nossa orientação e a orientação da líder Teresa Leitão (PT), é evitar qualquer tipo de confrontamento, de confronto em relação a isso. Procurar o diálogo que é o melhor caminho”, declarou.
Em nota, Alcolumbre respondeu o líder petista da Câmara. Declarou que intimidações “não seriam mais toleradas”.

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Ver todasO novo líder do PT, que assumiu a função nesta quarta, disse que seu principal pedido no momento é “evitar qualquer tipo de tensionamento”.
Tensão entre líder do PT e Alcolumbre
- Uczai deu a declaração na terça-feira, em conversa com jornalistas, ao comentar a demora de Alcolumbre para iniciar a tramitação da PEC do fim da 6×1 no Senado.
- A pressão aumentou depois de integrantes do partido discutirem a retomada da campanha “Congresso inimigo do povo”, usada para cobrar parlamentares por pautas populares.
- A PEC foi aprovada pela Câmara em 27 de maio.
- Desde então, o texto ainda não foi despachado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
- Alcolumbre respondeu Uczai, e classificou a fala como uma ameaça. Afirmou ainda que tentativas de intimidação contra ele “não serão mais toleradas”.


