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Eleições 2022

TSE aprova registro de candidatura de Bolsonaro à reeleição

Decisão foi tomada por unanimidade pela Corte. O relator, Alexandre de Moraes, lembrou de processos, mas disse que não impedem candidatura

06/09/2022 20:51, atualizado 06/09/2022 20:56
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
bolsonaro sorri

A candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) foi aceita nesta terça-feira (6/9) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que também acatou o pedido de registro do vice da chapa, o general da reserva Walter Braga Netto.

A decisão foi tomada por unanimidade pelo plenário da Corte eleitoral, que não viu impedimentos para que o atual ocupante da Presidência da República volte a concorrer ao cargo.

Os ministros do TSE acataram parecer do Ministério Público Eleitoral, pelo deferimento dos pedidos de candidatura. A Corte rejeitou um pedido de impugnação feito por um eleitor, que havia alegado que o presidente cometeu “embaraço” às eleições com ataques às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral.

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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
TSE aprova registro de candidatura de Bolsonaro à reeleição - imagem 1
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Daniel Ferreira/Metrópoles
A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro

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No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
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No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo

Reprodução
O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
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O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF

HUGO BARRETO/ Metrópoles
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
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“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão

Fábio Vieira
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
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Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente

Aline Massuca
O ministro Alexandre de Moraes
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O ministro Alexandre de Moraes

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O ex-presidente Jair Bolsonaro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro

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O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois
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O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois

Marcelo Camargo/ Metrópoles
“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente
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“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Relator do pedido, o ministro Alexandre de Moraes, atual presidente do TSE, lembrou que o presidente da República responde a processos judiciais, mas que isso não o enquadra na Lei da Ficha Limpa, pois as ações ainda tramitam.

“Ressalto que os inquéritos em que reconhecidamente o candidato responde ou as ações populares e ações civis públicas ajuizadas em seu desfavor não limitam a condição de concorrer à reeleição, devendo ser comprovada, e isso não o foi, decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado”, disse Moraes.

Outras candidaturas

O TSE também já liberou as candidaturas à presidência de Ciro Gomes (PDT). Felipe D’Ávila (Novo); Léo Péricles (UP); Simone Tebet (MDB); Sofia Manzano (PCB) e Vera (PSTU).

Ainda aguardam julgamento Lula (PT); Eymael (DC); Padre Kelmon (PTB); e Soraya Thronicke (União).

Os pedidos de Pablo Marçal (Pros) e Roberto Jefferson (PTB) foram negados.