Sem agendas oficiais, Bolsonaro mantém silêncio e se reúne com aliados

Presidente recebeu o núcleo mais próximo, como o senador Flávio Bolsonaro e o candidato a vice e ex-ministro Walter Braga Netto

atualizado 31/10/2022 16:16

O presidente Bolsonaro em evento de apoio por parte de prefeitos à sua reeleição das eleições de 2022, no Planalto - Metrópoles Rafaela Felicciano/Metrópoles

Quase 20 horas após ser confirmada a derrota urnas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) segue em silêncio e ainda não cumprimentou o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela vitória confirmada no domingo (30/10).

Sem agendas oficiais como presidente da República nesta segunda-feira (31/10), Bolsonaro se reuniu apenas com o núcleo de aliados mais próximo.

Bolsonaro iniciou o dia na residência oficial da Presidência da República, o Palácio da Alvorada, onde recebeu um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL), e o seu candidato a vice-presidente da República, general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil.

Também estiveram na residência oficial o ajudante de ordens Mauro Cesar Cid e o assessor especial Max Guilherme. Do Alvorada, Bolsonaro seguiu para o Planalto para reuniões internas.

No meio da manhã, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), ficou cerca de 40 minutos no Planalto, mas não deu declarações à imprensa nem confirmou ter se reunido com o mandatário. Durante pronunciamento do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ainda na noite de domingo, quando o titular da Casa reconheceu a vitória do petista, o parlamentar aliado de Bolsonaro o acompanhou.

Desde a confirmação do triunfo do PT, por volta das 19h57 da noite de domingo, Bolsonaro não havia se pronunciado. O chefe do Planalto apenas admitiu a derrota ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes.

Ao proclamar o resultado das eleições para presidente da República, Moraes relatou ter ligado para os candidatos que concorreram ao pleito.

Além de não ter feito declaração à imprensa, Bolsonaro e seu entorno mais próximo — incluindo filhos e ministros palacianos — não se manifestaram nas redes sociais.

Por volta das 21h de domingo, assessores da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) desmobilizaram o esquema de segurança. Às 22h, as luzes do Alvorada foram apagadas.

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