França buscará apoio de Garcia e quer mais 1 milhão de votos para Lula em SP

Derrotado na disputa ao Senado, ex-governador disse não acreditar que tucano apoiará Tarcísio contra Haddad e projeta eleição vital em SP

atualizado

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Márcio França em plenária sindical e de movimentos Sociais com Fernando Haddad (PT), em setembro
1 de 1 Márcio França em plenária sindical e de movimentos Sociais com Fernando Haddad (PT), em setembro - Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

Derrotado na eleição ao Senado, o ex-governador Márcio França (PSB) disse nesta segunda-feira (3/10) que vai buscar apoio do governador Rodrigo Garcia (PSDB) para tentar ajudar o petista Fernando Haddad a derrotar o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) na eleição ao governo de São Paulo.

Um dos responsáveis pela articulação que colocou Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), França afirmou que a disputa para governador é “central” na eleição presidencial.

“Sempre achei que São Paulo fosse decisisvo. É uma eleição vital, central na disputa nacional. Portanto, qualquer movimento aqui pesa bastante”, disse o ex-governador, ao chegar para uma reunião da coordenação de campanha de Lula em um hotel na zona sul de São Paulo.

Veja os resultados da votação do 1° turno em São Paulo

França afirmou que já trocou mensagens com o governador Rodrigo Garcia, igualmente derrotado no 1º turno, e que acredita que o tucano não apoiará o candidato do presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno, contrariando o que dizem aliados de Garcia. Ele sinalizou que em breve falará com o tucano, que já foi seu colega no governo Alckmin.

“Não tem condição de o Rodrigo, e também todo mundo que é democrata, fazer campanha para alguém que não é do estado”, afirmou França, referindo-se ao fato de Tarcísio ter nascido no Rio de Janeiro e mudado o domício eleitoral do Distrito Federal para São Paulo apenas para concorrer a governador, a pedido de Bolsonaro.

O ex-governador disse ainda que o PT precisa dialogar mais com grupos conversadores que têm peso na eleição em São Paulo e que votaram majoritariamente em Bolsonaro e Tarcísio no primeiro turno. São os agricultores do interior do estado, evangélicos e policiais militares.

Na conta do ex-governador, a campanha de Lula precisa buscar entre 500 mil e 1 milhão de votos a mais em São Paulo para derrotar Bolsonaro. No 1º turno, o presidente venceu o petista por uma deferença de 1,7 milhão de votos, com 47,71% contra 40,89%. “Segundo turno é disputa de milímetro. Faltou um pouqhuinho, 1,5%, então vamos buscar o que falta”, afirmou França.

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