Fachin promete 100 observadores internacionais (até da UE) na eleição

Mesmo com pressão do presidente Jair Bolsonaro, TSE garante participação de monitores da União Europeia no pleito de outubro

atualizado 17/05/2022 21:38

Fotografia colorida de mulher em cabine de votação Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, garantiu que mais de 100 observadores internacionais acompanharão as eleições de outubro – inclusive da União Europeia.

Fachin adiantou algumas entidades que irão monitorar o pleito de outubro. Na lista, estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul, a Rede Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), o Centro Carter, a Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais (Ifes) e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral.

A confirmação ocorreu nesta terça-feira (17/5), na abertura do evento Democracia e Eleições na América Latina e os Desafios das Autoridades Eleitorais, realizado na sede do TSE, em Brasília.

O ministro afirmou que será criada uma rede para que observadores da União Europeia também acompanhem a votação. Uma carta convite foi enviada em março para o bloco.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) pressionou o Palácio do Itamaraty para evitar o convite, alegando que não deveria haver participantes de entidades aos quais o Brasil não é vinculado.

“Nossa meta é ter mais de 100 observadores internacionais durante o processo eleitoral no Brasil. Estamos convidando, de forma inédita, para atuarem como observadores de nossos pleito, todos os organismos e centros especializados internacionais relevantes”, pontuou.

Ele completou: “Somos uma vitrine, e cabe à sociedade brasileira levar aos nossos vizinhos uma mensagem de paz e segurança. Temos consciência cívica, nacional e transfronteiriça.”

O presidente do TSE afirmou que é preciso garantir lisura ao processo eleitoral e que o mundo democrático está com a atenção voltada para o Brasil.

“Neste ano, o Brasil olha para o mundo, e o mundo, especialmente o mundo democrático, olha para o Brasil”, pontuou.

No mesmo evento, o ministro citou recentes agressões ao processo eleitoral – como as que ocorreram no México e no Peru – como exemplos negativos, que devem ser rechaçados. Além disso, voltou a defender a segurança das urnas eletrônicas.

“A urna eletrônica permitiu a superação dessas inquietudes. É a urna eletrônica que traz paz e segurança ao nosso processo”, salientou.

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