Eurodeputados pedem sanção ao Brasil, caso Bolsonaro questione eleição

Cinquenta deputados do Parlamento Europeu enviaram uma carta à União Europeia que pede sanção comercial se houver ameaça à democracia

atualizado 28/09/2022 18:46

bandeiras da união europeia em frente a predio Getty Images

Cinquenta deputados do Parlamento Europeu, braço legislativo da União Europeia, assinaram uma carta, nesta quarta-feira (28/9), pedindo que o bloco adote medidas punitivas ao Brasil, caso o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato á reeleição, ofereça ameaça à democracia e não respeite os resultados das eleições do próximo domingo (2/10).

“Os ataques às instituições democráticas e as ameaças para não reconhecer o resultado das eleições, caso o presidente Bolsonaro seja derrotado, são extremamente preocupantes“, declaram os eurodeputados na carta, que foi encaminhada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e ao chefe da política externa do bloco, Josep Borell.

Os deputados europeus destacam no texto da carta que no dia 18 de julho, em reunião com diplomatas de outros países, o presidente Bolsonaro afirmou, sem provas, que o sistema eletrônico é vulnerável e que se ele não vencesse com 60% dos votos no primeiro turno significaria que haveria fraude nas eleições.

“O sistema de votação eletrônico brasileiro, em vigor desde 1996, é considerado seguro e confiável e tem sido alvo de repetidos e infundados ataques do presidente Jair Bolsonaro”, diz trecho da carta.

Diante das ameaças, os signatários do documento sugerem que o bloco europeu adote sanções comerciais se o resultado do pleito não for respeitado.

“Dadas as ameaças sem precedentes às eleições gerais no Brasil, pedimos que sejam tomadas medidas adicionais para deixar inequivocamente claro ao presidente Bolsonaro e a seu governo que a Constituição do Brasil deve ser respeitada e que tentativas de subverter as regras da democracia são inaceitáveis”, ressaltaram os deputados.

“É também fundamental dissuadir a liderança militar do Brasil de qualquer tentação de apoiar um golpe”, concluíram.

Mais lidas
Últimas notícias