Com sambistas, Lula critica gestão de Bolsonaro: “Cultura não é bico”
O petista defendeu ainda que prefeituras, estados e a União incluam em seus orçamentos verbas para o samba e para o carnaval
atualizado
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Em encontro com sambistas no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (6/7), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a política cultural do governo de Jair Bolsonaro (PL), seu principal adversário na disputa ao Palácio do Planalto. O petista disse que o governo precisa tratar o samba, o carnaval e demais atividades culturais com respeito.
Ao lado do seu candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), Lula ainda declarou que orçamentos das prefeituras, dos estados e da União precisam contemplar recursos para o samba que movimenta uma cadeia que envolve a área do turismo, de serviços e outros setores.
“Cultura não é bico, não é biscate. Cultura é arte, é trabalho, e a gente precisa tratar com respeito o pessoal da cultura que vem passando privações por conta da política de destuição que esse atual presidente da República fez com esse país”, disse Lula.
Lula defende inclusão do samba nos orçamentos de municípios, estados e da União. “Indústria capaz de produzir empregos”.
Pré-candidato a presidente pelo PT cumpre agenda no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (6). pic.twitter.com/uAKapOtfq1
— Metrópoles (@Metropoles) July 6, 2022
Durante o evento, o petista declarou torcer no Rio para o Vasco e que sua mulher, Janja, é flamenguista. Após ser aplaudido e vaiado pelas declarações de times de preferência, Lula apontou que a responsabilidade de um governante em respeitar todas as pessoas.
“Eu falei do meu time para mostrar como é democracia. Ninguém precisa gostar da mesma coisa, comer a mesma coisa para pode conversar”, afirmou.
Lula ainda criticou Bolsonaro pelas motociatas e disse que tem feito reuniões com setores culturais de outros segmentos porque a lei ainda o impede de fazer campanha, pedindo votos.
“Nós estamos tentando fazer uma coisa nova nesse período de campanha, que a gente não pode pedir voto. O ‘Bozo’ pode todo dia fazer motociata, mas nós estamos fazendo uma coisa diferente. Em todos os estados que eu vou, eu tenho conversado com o pessoal da cultura”, disse o petista.
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