Wajngarten diz no Twitter que Bolsonaro está “eliminando a esquerda” do país

O secretário especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações falou sobre as derrotas do PT e citou as vitórias do Centrão

atualizado 30/11/2020 15:30

Fabio Wajngarten, chefe da Secom de BolsonaroMichael Melo/Metrópoles

O secretário especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações, Fabio Wajngarten, analisou positivamente o desempenho de Jair Bolsonaro (sem partido) nas Eleições 2020.

Em 15 pontos publicados no Twitter, Wajngarten disse que o presidente cumpriu a “promessa política de ‘eliminar a esquerda’ no país”. A publicação foi feita nesta segunda-feira (30/11).

Wajngarten citou o desempenho do Partido dos Trabalhadores (PT) — que não elegeu nenhum prefeito nas capitais do país — como uma das provas do enfraquecimento dos partidos de esquerda. Fabio Wajngarten também escreveu que a sigla não teve sucesso ao propor uma “anistia” para o ex-presidente Lula.

“No Rio, em São Paulo e Belo Horizonte, as três maiores capitais do país, o PT ficou de fora do segundo turno. E em Recife apostou tudo na candidatura de Marília Arraes, com apoio ostensivo de Lula, e perdeu”, escreveu o secretário.

Ao citar partidos como PP, PSD e Republicanos, Wajngarten avaliou as eleições municipais como um momento de “reafirmação de uma postura de ‘centro-direita'”. Para o secretário, o presidente Jair Bolsonaro está “levando o país para o rumo certo” ao “varrer o PT do mapa político e derrotar as esquerdas”.

“Outro aspecto a ser realçado é que os partidos da base governista do Centrão – PP, PSD, Republicanos e outros – tiveram excelente desempenho eleitoral, derrubando a supremacia do MDB e PSDB no comando do número de prefeituras brasileiras”, escreveu.

Desempenho nas eleições

Pela primeira vez desde a redemocratização do país, o Partido dos Trabalhadores não elegeu nenhum prefeito nas capitais do país. As expectativas do PT pairavam sobre os candidatos Marília Arraes, no Recife, e João Coser, em Vitória. Contudo, os dois sofreram derrotas no segundo turno das eleições municipais.

Outros nomes apoiados pelo PT também não tiveram sucesso no resultado das urnas. Manuela D’Ávila (PCdoB), que concorria à prefeitura de Porto Alegre (RS) e Guilherme Boulos (Psol), candidato em São Paulo, não conseguiram votos suficientes para assumir os cargos.

O partido que mais elegeu prefeitos em 2020 foi o MDB. A sigla teve 1.158 candidaturas e 784 nomes eleitos. Apesar de liderar o ranking, o MDB teve queda no número de candidatos eleitos em comparação às últimas eleições: em 2016, foram 1.035 prefeitos filiados ao partido escolhidos em todo o país.

Em segundo lugar na lista de partidos que mais elegeram prefeitos em 2020 está o PP, com 1.499 candidatos e 685 eleitos. Depois, aparece o PSD, com 654 das 1.645 candidaturas eleitas.

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