Eduardo Bolsonaro reclama no Twitter da criminalização da homofobia
Para o deputado filho do presidente, STF "legisla" ao equiparar a racismo atos de preconceito e violência contra membros da comunidade LGBT

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, foi ao Twitter na noite desta quinta-feira (13/06/2019) para atacar a conclusão do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que, por 8 votos a 3, tornou crimes equivalentes aos de racismo atos discriminatórios ou violentos motivados por orientação sexual e/ou identidade de gênero.
STF legisla ao equiparar homofobia a racismo. Os Ministros tem que entender que não legislar também é uma forma de respeitar a vontade da população. Um projeto de lei nestes termos jamais seria aprovado pelo Congresso. Estamos na era do ativismo judicial, temos que regular isso!
— Eduardo Bolsonaro?? (@BolsonaroSP) 13 de junho de 2019
A legislação sobre racismo prevê penas de um a até cinco anos de reclusão para quem negar emprego, ou impedir acesso ou recusar atendimento em hotel, restaurantes, bares, estabelecimentos comerciais ou impedir o casamento ou convivência familiar e social para pessoas por conta de raça ou cor.

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Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA decisão do STF, considerada histórica por integrantes da Corte, servirá de baliza para orientar decisões judiciais nas diversas instâncias do país.
Votaram para enquadrar homofobia e transfobia na Lei de Racismo os ministros Celso de Mello, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. As ações pediam a criminalização de todas as formas de ofensas, individuais e coletivas, homicídios, agressões e discriminações motivadas pela orientação sexual e/ou identidade de gênero.
Mais cedo, os ministros também haviam decidido, por 10 votos a 1, declarar a omissão do Congresso Nacional ao não criar uma lei sobre o assunto.



