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Economia

Vendas no varejo caem em junho, mas 1º semestre fecha em alta

A média móvel trimestral variou -0,4% em junho, após alta de 0,5% em maio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

10/08/2022 14:11
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Mulher de touca e blusa branca com caixa e sacola em mãos no comércio - Metrópoles

Em junho de 2022, o volume de vendas do comércio varejista caiu 1,4%, na comparação com maio, na série com ajuste sazonal. No mês anterior, houve variação de -0,4%. Esse é o pior resultado desde dezembro de 2021.

A média móvel trimestral variou -0,4% em junho, após alta de 0,5% em maio. Na série sem ajuste sazonal, o varejo variou -0,3% ante junho de 2021. O acumulado no ano chegou a 1,4% e o acumulado nos últimos 12 meses, a -0,9%.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10/8).

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Em outras palavras, se há  aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda
Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles
No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras
De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas
No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda
Inflação é o termo da economia utilizado para indicar o aumento generalizado ou contínuo dos preços de produtos ou serviços. Com isso, a inflação representa o aumento do custo de vida e a consequente redução no poder de compra da moeda de um país
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Inflação é o termo da economia utilizado para indicar o aumento generalizado ou contínuo dos preços de produtos ou serviços. Com isso, a inflação representa o aumento do custo de vida e a consequente redução no poder de compra da moeda de um país

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Em outras palavras, se há  aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda
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Em outras palavras, se há aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda

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Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles
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Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles

Javier Ghersi/ Getty Images
No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras
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No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras

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De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas
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De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas

Eoneren/ Getty Images
No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda
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No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda

selimaksan/ Getty Images
No bolso do consumidor, a inflação é sentida de formas diferentes, já que ela não costuma agir de maneira uniforme e alguns serviços aumentam bem mais do que outros
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No bolso do consumidor, a inflação é sentida de formas diferentes, já que ela não costuma agir de maneira uniforme e alguns serviços aumentam bem mais do que outros

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Isso pode ser explicado pela forma de consumo dos brasileiros. Famílias que possuem uma renda menor são afetadas, principalmente, por aumento no preço de transporte e alimento. Por outro lado, alterações nas áreas de educação e vestuário são mais sentidas por famílias mais ricas
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Isso pode ser explicado pela forma de consumo dos brasileiros. Famílias que possuem uma renda menor são afetadas, principalmente, por aumento no preço de transporte e alimento. Por outro lado, alterações nas áreas de educação e vestuário são mais sentidas por famílias mais ricas

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Ao contrário do que parece, a inflação não é de todo mal. Quando controlada, é sinal de que a economia está bem e crescendo da forma esperada. No Brasil, por exemplo, temos uma meta anual de inflação para garantir que os preços fiquem controlados. O que não pode deixar, na verdade, é chegar na hiperinflação - quando o controle de todos os preços é perdido
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Ao contrário do que parece, a inflação não é de todo mal. Quando controlada, é sinal de que a economia está bem e crescendo da forma esperada. No Brasil, por exemplo, temos uma meta anual de inflação para garantir que os preços fiquem controlados. O que não pode deixar, na verdade, é chegar na hiperinflação - quando o controle de todos os preços é perdido

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No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas caiu 2,3%. A média móvel recuou 1,0%. O acumulado no ano foi de 0,3% e o acumulado em 12 meses, de -0,8%.

“Após os quatros primeiros meses de 2022 registrarem crescimento no volume de vendas na margem, os resultados de maio e junho invertem a trajetória, com -0,4% em maio e -1,4% em junho”, explica o IBGE.

Apesar do panorama, o primeiro semestre de 2022 fecha acumulando alta de 1,4% ante o primeiro semestre de 2021. O resultado de junho está -4,6% abaixo do máximo da série, registrado em outubro de 2020, e 1,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020).

As principais influências sobre o varejo, em junho, foram Tecidos, vestuário e calçados e Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.

A queda de 1,4% no volume de vendas do varejo, em junho de 2022, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por sete das oito atividades.

Veja quedas do comércio em junho:

  • Tecidos, vestuário e calçados: -5,4%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -3,8%
  • Equipamentos e material para escritório informática e comunicação: -1,7%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -1,3%
  • Combustíveis e lubrificantes: -1,1%
  • Móveis e eletrodomésticos: -0,7%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,5%

Por outro lado, entre maio e junho de 2022, o setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria mostrou crescimento  de 1,3%.

O comércio varejista ampliado caiu 2,3%, com resultados no campo negativo tanto para Veículos e motos, partes e peças (-4,1%) quanto para Material de construção (-1,0%).

Apesar da queda em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o comércio varejista mostrou predominância de taxas positivas com alta em seis das oito atividades.

Pelo país

Em junho, o comércio varejista teve resultados negativos em 23 das 27 unidades da Federação, com destaque para: Minas Gerais (-7,7%), São Paulo (-2,5%) e Espírito Santo (-2,5%).

Houve taxas positivas em quatro das 27 unidades da Federação, com destaque para Paraíba (2,5%), Tocantins (1,0%) e Maranhão (0,4%).

Frente a junho de 2021, o comércio varejista nacional variou -0,3% com resultados positivos em 14 das 27 estados, com destaque para: Roraima (13,3%), Alagoas (11,4%) e Mato Grosso do Sul (9,5%).

Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 13 das 27 unidades da Federação, com destaque para: Bahia (-5,3%), Goiás (-3,8%) e Acre (-3,6%).