Inflação: leite, queijo e manteiga ficam mais caros em julho

Apesar da deflação no mês, ou seja, a queda geral de preços, a alimentação ainda continua pesando no bolso do brasileiro

atualizado 09/08/2022 10:54

pessoa pega da prateleira leita UHT em mercado de goiâniaVinícius Schmidt/Metrópoles

Apesar da deflação em julho, ou seja, a queda geral de preços, a alimentação ainda continua pesando no bolso do brasileiro. Alimentos primários da cesta básica encareceram até 25% em julho.

Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (9/8), dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No grupo Alimentação e bebidas, que teve ata de 1,30%, o destaque ficou com a alimentação no domicílio, que acelerou de 0,63% em junho para 1,47% em julho.

O maior impacto no índice do mês (0,22 p.p.) veio do leite longa vida, que subiu 25,46%, cujos preços já haviam subido 10,72% no mês anterior.

Veja o que mais subiu no setor de alimentação:

  • Leite longa vida: 25,46%
  • Leite condensado: 6,66%
  • Manteiga: 5,75%
  • Queijo: 5,28%
  • Frutas:  4,40%

No lado das quedas, os maiores recuos de preços vieram do tomate (-23,68%), da batata-inglesa (-16,62%) e da cenoura (-15,34%), que contribuíram conjuntamente com -0,12 p.p.

A alimentação fora do domicílio (0,82%) desacelerou em relação a junho (1,26%), em virtude das altas menos intensas do lanche (1,32%) e da refeição (0,53%). No mês anterior, as variações dos dois subitens haviam sido de 2,21% e 0,95%, respectivamente.

O IPCA de julho foi -0,68%, ante 0,67% em junho. Essa é a menor taxa registrada desde o início da série histórica, em janeiro de 1980. A última vez que houve deflação, ou seja, queda de preços, foi há dois anos.

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