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Economia

Inflação recua 1,19%, puxada pelo setor de transportes, diz FGV

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (1º/8). Queda foi impulsionada pela redução no preço do combustíveis

01/08/2022 14:15, atualizado 01/08/2022 14:48
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
gasolina puxa alta da inflação e goiânia lidera variação no brasil

A inflação medida pelo

Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S)

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recuou 1,19% nas últimas quatro semanas, conforme relatório da Fundação Getulio Vargas (FGV)  divulgado nesta segunda-feira (1º/8). A taxa apresentou um aumento de 8% nos últimos 12 meses.

O índice avalia oito classes de despesa: alimentação; habitação; vestuário; saúde e cuidados pessoais; educação; leitura e recreação; transportes; despesas diversas; e comunicação. Durante o período, cinco delas registraram decréscimo nas taxas de variação.

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Em outras palavras, se há  aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda
Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles
No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras
De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas
No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda
Inflação é o termo da economia utilizado para indicar o aumento generalizado ou contínuo dos preços de produtos ou serviços. Com isso, a inflação representa o aumento do custo de vida e a consequente redução no poder de compra da moeda de um país
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Inflação é o termo da economia utilizado para indicar o aumento generalizado ou contínuo dos preços de produtos ou serviços. Com isso, a inflação representa o aumento do custo de vida e a consequente redução no poder de compra da moeda de um país

KTSDESIGN/SCIENCE PHOTO LIBRARY / Getty Images
Em outras palavras, se há  aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda
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Em outras palavras, se há aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda

Olga Shumytskaya/ Getty Images
Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles
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Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles

Javier Ghersi/ Getty Images
No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras
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No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras

boonchai wedmakawand/ Getty Images
De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas
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De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas

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No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda
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No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda

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No bolso do consumidor, a inflação é sentida de formas diferentes, já que ela não costuma agir de maneira uniforme e alguns serviços aumentam bem mais do que outros
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No bolso do consumidor, a inflação é sentida de formas diferentes, já que ela não costuma agir de maneira uniforme e alguns serviços aumentam bem mais do que outros

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Isso pode ser explicado pela forma de consumo dos brasileiros. Famílias que possuem uma renda menor são afetadas, principalmente, por aumento no preço de transporte e alimento. Por outro lado, alterações nas áreas de educação e vestuário são mais sentidas por famílias mais ricas
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Isso pode ser explicado pela forma de consumo dos brasileiros. Famílias que possuem uma renda menor são afetadas, principalmente, por aumento no preço de transporte e alimento. Por outro lado, alterações nas áreas de educação e vestuário são mais sentidas por famílias mais ricas

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Ao contrário do que parece, a inflação não é de todo mal. Quando controlada, é sinal de que a economia está bem e crescendo da forma esperada. No Brasil, por exemplo, temos uma meta anual de inflação para garantir que os preços fiquem controlados. O que não pode deixar, na verdade, é chegar na hiperinflação - quando o controle de todos os preços é perdido
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Ao contrário do que parece, a inflação não é de todo mal. Quando controlada, é sinal de que a economia está bem e crescendo da forma esperada. No Brasil, por exemplo, temos uma meta anual de inflação para garantir que os preços fiquem controlados. O que não pode deixar, na verdade, é chegar na hiperinflação - quando o controle de todos os preços é perdido

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O setor que mais influenciou no índice foi o de transportes, cuja taxa de variação passou de -2,88% para -4,81%. Isso representa uma queda de quase 2 pontos percentuais.

Nesta classe de despesa, cabe ressaltar o comportamento do item gasolina, cujo preço variou -14,24%, ante -8,61% na edição anterior do IPC-S.

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Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos:

  • Educação, Leitura e Recreação (-1,31% para -4,06%);
  • Habitação (-0,37% para -0,70%);
  • Alimentação (1,50% para 1,34%); e
  • Vestuário (0,59% para 0,47%)

Em contrapartida, outros grupos apresentaram avanço o preço. São eles: Saúde e Cuidados Pessoais (0,25% para 0,45%), Comunicação (-0,18% para -0,09%) e Despesas Diversas (0,28% para 0,30%).

Previsão de mercado

Os índices negativos a curto prazo eram esperados pelo mercado. Segundo o pesquisador da FGV Matheus Peçanha, apesar de o mundo estar enfrentando uma inflação global, a economia brasileira está tendendo à normalização. Uma queda deveria consolidar esse processo de desaceleração dos níveis inflacionários.

Dentre os itens que tiveram mais notável impacto no índice, e que podem fazer a diferença ou acentuar ainda mais a inflação, destacam-se, nos alimentos, o setor de hortifruti de um lado e o leite e derivados de outro; os combustíveis; e a alimentação fora de domicílio — como registrado na pesquisa para o mês de julho.

A redução dos preços dos combustíveis com a limitação da tributação do ICMS pelos estados; bem como a queda das commodities, dentre elas o petróleo, puxaram a desaceleração da inflação.

Com a redução do preço, o impacto seria geral. Em junho, por exemplo, apenas o grupo de transportes, onde se encaixam os combustíveis, correspondeu por 0,13 pontos percentuais dos 0,67% de inflação do IPCA.

Nota-se que os combustíveis já apontavam queda de 1,2% em junho nesse indicador. Gasolina caiu 0,72% e etanol 6,41%, mas o diesel subiu 3,82%. No IGP-10 de julho, a gasolina caiu dos 0,24% de alta no mês anterior para -1,49%. Quanto ao etanol, a queda de 2,47% em junho se acentua em redução de 7,57%. O diesel permanece na contramão, com aumento de 10,91% nos preços ao produtor.