Influenciado pela gasolina, IPCA registra deflação histórica de 0,68%

De acordo com o IBGE, essa é a menor taxa registrada desde o início da série, em janeiro de 1980

atualizado 09/08/2022 11:04

homem com magueira de bomba de gasolina na mão. a mangueira é preta com vermelho Gustavo Moreno/Metrópoles

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, apresentou queda de 0,68% em julho, ante 0,67% em junho. Essa é a menor taxa registrada desde o início da série histórica, em janeiro de 1980. A última vez que houve deflação, ou seja, queda de preços, foi há dois anos.

Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (9/8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, o IPCA acumula alta de 4,77% e, nos últimos 12 meses, de 10,07%, abaixo dos 11,89% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2021, a variação havia sido de 0,96%.

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A deflação em julho é ocasionada principalmente pelo recuo dos preços dos combustíveis e da energia. As variações negativas destes itens refletem a queda nos preços praticados nas refinarias da Petrobras e também a redução das alíquotas de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), aplicada a partir da Lei Complementar nº 194, de 2022, sancionada no fim de junho.

A diminuição dos impostos, em ano eleitoral, foi uma estratégia adotada pelo governo e pelo Congresso.

De acordo com o IBGE, os preços da gasolina caíram 15,48%, e os do etanol, 11,38%. Já o custo da energia residencial teve queda de 5,78%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, dois apresentaram deflação em julho, enquanto os outros sete tiveram alta de preços. O resultado do mês foi influenciado principalmente pelos custos dos grupos transportes (-4,51%) e habitação (-1,05%).

Veja a inflação de julho para cada um dos grupos pesquisados:

  • Alimentação e bebidas: 1,30%
  • Habitação: -1,05%
  • Artigos de residência: 0,12%
  • Vestuário: 0,58%
  • Transportes: -4,51%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,49%
  • Despesas pessoais: 1,13%
  • Educação: 0,06%
  • Comunicação: 0,07%

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