Trabalhadores brancos ganham 74% a mais do que pretos e pardos

Números foram divulgados nesta quarta-feira (13/11/2019) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Klaus Vedfelt/GettyKlaus Vedfelt/Getty

atualizado 13/11/2019 12:35

Pessoas brancas ganharam 73,9% a mais que pretos e pardos, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em estudo divulgado nesta quarta-feira (13/11/2019). O rendimento médio mensal de trabalhadores brancos foi de R$ 2.796 no ano de 2018, enquanto o de pretos e pardos ficou em R$ 1.608.

Os dados fazem parte do estudo “Desigualdades Sociais por Cor ou Raça”, divulgado nesta quarta-feira (13/11/2019) pelo IBGE.

O estudo revela que, ao longo da série histórica iniciada em 2012, a população branca obtém vantagens no tocante aos rendimentos do trabalho. Proporcionalmente, para cada R$ 1.000 pago a uma pessoa branca, paga-se R$ 575 para um trabalhador preto ou pardo.

“Tal diferença relativa corresponde a um padrão que se repete, ano a ano, na série histórica disponível”, analisa o documento. 

Se feita a divisão por sexo, a disparidade aumenta. Na média, mulheres negras ganham menos que a metade (44%) dos homens brancos. Por sua vez, mulheres brancas ganham mais que homens negros. 

Os homens pretos ou pardos, portanto, possuem rendimentos superiores somente aos das mulheres dessa mesma cor ou raça. “O diferencial por cor ou raça é explicado por fatores como segregação ocupacional, menores oportunidades educacionais e recebimento de remunerações inferiores em ocupações semelhantes”, destaca.

Distribuição de renda
Apesar de a população preta ou parda ser maioria no Brasil (55,8%), esse grupo, em 2018, representou apenas 27,7% das pessoas quando se consideram os 10% mais ricos. 

Por outro lado, entre os 10% mais pobres, observa-se uma sub representação desse grupo, abarcando 75,2% dos indivíduos.

O rendimento médio domiciliar per capita também apresentou diferenças entre os dois grupos de cor ou raça. Na população branca, esse rendimento, em 2018, superou em quase duas vezes o da população preta ou parda – R$ 1 846 contra R$ 934.

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