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O Distrito Federal é a unidade da Federação com maior desigualdade econômica e social. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais (SIA), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na capital do país, 40% das pessoas que ganham menos acumularam 8,4% da massa de rendimentos, e os 10% com os maiores rendimentos detêm 46,5% do total. Os dados são referentes a 2017.

No país, 10% dos trabalhadores com renda maior acumulam 43,1% da massa de salários, enquanto 40% com os menores rendimentos concentram apenas 12,3%. O DF também lidera o ranking dos maiores rendimentos médios – R$ 3.805. Vem seguido de São Paulo (R$ 2.609) e Santa Catarina (R$ 2.259). Os menores estão no Maranhão (R$ 1.170), Piauí (R$ 1.233) e Alagoas (R$ 1.309).

Em 2017, o rendimento médio mensal domiciliar per capita no país foi de R$ 1.511. As menores médias foram no Nordeste (R$ 984) e Norte (R$ 1.011), regiões onde quase metade da população (respectivamente, 49,9% e 48,1%) tinha rendimento médio mensal domiciliar per capita de até meio salário mínimo.

Linha de pobreza
Com base na linha de pobreza proposta pelo Banco Mundial (rendimento de até US$ 5,5 por dia, ou R$ 406 por mês), a proporção de pessoas pobres no Brasil somou 25,7% da população, em 2016, e subiu para 26,5%, em 2017.

Em números absolutos, esse contingente variou de 52,8 milhões para 54,8 milhões de pessoas, no período. Nessa mesma análise, a proporção de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos que viviam de rendimentos de até US$ 5,5 por dia passou de 42,9% para 43,4%, no mesmo período.

Já o contingente de pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia (R$ 140 por mês), que estariam na extrema pobreza de acordo com a linha proposta pelo Banco Mundial, representava 6,6% da população do país em 2016, contra 7,4% em 2017. Em números absolutos, esse contingente aumentou de 13,5 milhões em 2016 para 15,2 milhões de pessoas em 2017.

A SIA 2018 mostrou que 27 milhões de pessoas (13% da população) viviam em domicílios com ao menos uma das quatro inadequações analisadas. O adensamento excessivo (domicílio com mais de três moradores por dormitório) foi a inadequação domiciliar que atingiu o maior número de pessoas: 12,2 milhões, ou 5,9% da população do país em 2017.