Solução para precatórios não tem parcelamento, segundo Guedes, Lira e Pacheco
Presidentes da Câmara, do Senado e o ministro da Economia buscam solução conjunta para pagar as dívidas sem comprometer o limite de gastos

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), reuniram-se nesta terça-feira (21/9) para tentar chegar a um acordo sobre o pagamento de precatórios (dívidas judiciais do governo) sem extrapolar o teto de gastos.
A proposta encontrada prevê que o valor permitido pelo teto – R$ 39 bilhões – seja quitado em 2022, à vista. Já R$ 50 bilhões remanescentes, que extrapolam o limite de gastos governamentais, seriam renegociados pela União em 2022, com a possibilidade de prorrogação para 2023.
Nesse caso, o valor ainda comprometeria o limite de despesas dos próximos anos. No entanto, os líderes não definiram qual seria a origem dos recursos para bancar o restante do pagamento.
Alternativas
Uma solução cogitada é que o recurso possa ser tirado da venda de alguma estatal. Pacheco apontou outras estratégias que passam por um encontro de contas, compensações, realização com ativos, negociações entre partes.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Uma autorização legislativa e constitucional, [para] ter uma negociação que pudesse dar solução a essa saldo da ordem de R$ 50 bilhões já em 2022. Caso não haja essa possibilidade de negociação, [uma opção seria] transferir esse saldo para 2023, respeitando, assim, o teto de gastos.”

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Ver todas“O teto de precatórios seria atualizado de 2016 para o ano corrente. Isso daria uma atualização no valor de R$ 39 bilhões aproximadamente, quase R$ 40 bilhões, mas não é possível R$ 89 bilhões para 2022. Esse saldo pode ser objeto de uma série de situações jurídicas que podem dar soluções aos precatórios, como a liquidação dos precatórios a partir da utilização do crédito em outorgas onerosas, ou na aquisição de ativos, etc.”, informou Pacheco, ao fim da reunião.
“Então há alternativas para credores e devedores negociarem precatórios, a fim de liquidar. Isso não significaria romper teto de gastos de públicos, alternativas fora da despesa corrente. Eu considero uma ideia inteligente e que pode dar solução a quase totalidade de R$ 89 bilhões”, disse Pacheco.
“Confiança”
O ministro Paulo Guedes disse ter saído da reunião “confiante” de que haverá uma solução para o pagamento das dívidas sem o comprometimento fiscal.
“Estou muito confiante no nosso Congresso de que vamos manter duplo compromisso: responsabilidade social e fiscal”, disse o ministro.
Comissão especial
Ao sair da reunião, Lira informou que assumiu o compromisso de conversar com líderes da base, no almoço desta terça, e ainda ouvir os representantes da oposição, em agenda que ocorrerá nesta tarde, na Câmara. O parlamentar se comprometeu em ler o texto da PEC dos Precatórios na sessão desta terça e instalar uma comissão especial para analisar a proposta.
“Temos que acertar agora procedimentos. Tenho reunião agora com líderes da base e mais tarde terei com líderes da oposição da Câmara. Trâmite da PEC na Câmara é bem mais complexo do que no Senado. Vamos tentar abreviar o mais rápido possível se vier acordo de convergência, disse Lira.
“É importante a PEC dos Precatórios por causa do espaço fiscal. Hoje, na leitura da sessão ordinária, farei instalação da comissão especial da Câmara para tratar da PEC”, pontuou.
Pagar e resolver os precatórios mantendo o teto de gastos, além de garantir recursos para o Auxílio Brasil, são a espinha dorsal da proposta de acordo tratada na reunião que tivemos, agora há pouco, com o presidente @rpsenador e o @GuedesMinistro.
— Arthur Lira (@ArthurLira_) September 21, 2021


















