Servidores pedem até 28% de reajuste e gritam fora Bolsonaro e Guedes

O ministro Paulo Guedes (Economia) já chamou o reajuste para todas as categorias do funcionalismo de “Brumadinho da economia”

atualizado

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greve de servidores do bc
1 de 1 greve de servidores do bc - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Servidores federais pedem reajuste de até 28% em manifestações, nesta terça-feira (18/1), em Brasília. Reunidos em frente ao Banco Central para chamar atenção do presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, os funcionários públicos reivindicam o fim do congelamento salarial, que já chega a cinco anos. Eles também gritam palavras de ordem, como “fora Bolsonaro” e “fora Guedes”. 

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Centrais sindicais levaram faixas e fotos com dizeres contra o ministro da Economia, Paulo Guedes
Servidores também pedem a reestruturação de carreiras e criticam a PEC da Reforma Administrativa
Guedes já se manifestou diversas vezes contra a concessão do reajuste
Com trio elétrico e bateria, os manifestantes são embalados pela música “Vida de Gado”, do cantor Zé Ramalho. “É duro tanto ter que caminhar e dar muito mais do que receber”
Cerca de 400 pessoas participam da manifestação desta terça-feira (18/1)
Servidores pedem reajuste salarial, em janeiro de 2022
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Centrais sindicais levaram faixas e fotos com dizeres contra o ministro da Economia, Paulo Guedes
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Centrais sindicais levaram faixas e fotos com dizeres contra o ministro da Economia, Paulo Guedes

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Servidores também pedem a reestruturação de carreiras e criticam a PEC da Reforma Administrativa
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Servidores também pedem a reestruturação de carreiras e criticam a PEC da Reforma Administrativa

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Guedes já se manifestou diversas vezes contra a concessão do reajuste
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Guedes já se manifestou diversas vezes contra a concessão do reajuste

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Com trio elétrico e bateria, os manifestantes são embalados pela música “Vida de Gado”, do cantor Zé Ramalho. “É duro tanto ter que caminhar e dar muito mais do que receber”
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Com trio elétrico e bateria, os manifestantes são embalados pela música “Vida de Gado”, do cantor Zé Ramalho. “É duro tanto ter que caminhar e dar muito mais do que receber”

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Cerca de 400 pessoas participam da manifestação desta terça-feira (18/1)
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Cerca de 400 pessoas participam da manifestação desta terça-feira (18/1)

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Em cima do trio elétrico, os servidores usam o microfone para criticar a recusa do governo em negociar. O ministro Paulo Guedes (Economia) já chamou o reajuste para todas as categorias do funcionalismo de “Brumadinho da economia”, dizendo que, se a reposição for concedida, “levará o país para a lama”.

Dentre os manifestantes, estão analistas do Banco Central, que possuem salário inicial de R$ 19,1 mil, e servidores da Receita Federal, cujos salários básicos variam entre R$ 21 mil e R$ 27,3 mil. Há também, no entanto, professores públicos federais engrossando a luta, os quais têm um salário médio de R$ 3,8 mil.

A paralisação precede uma possível greve geral prevista para ocorrer em fevereiro. Por enquanto, a manifestação é apenas um alerta e não afeta os principais serviços oferecidos pelo BC, como o Pix, por exemplo.

“A nossa previsão é que 50% dos servidores não estejam trabalhando. Como é só uma advertência, os serviços essenciais estão mantidos, como distribuição de dinheiro, manutenção dos sistemas que o sistema financeiro usa, inclusive o Pix”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos funcionários do Banco Central (Sinal), Fabio Faiad.

Durante seu discurso, Faiad ainda frisou que, “não havendo negociação com o governo até a segunda quinzena de janeiro, a paralisação é certa para fevereiro”.

Ele cobra um reajuste de 26,3%, porcentagem que representa a soma das inflações do governo Bolsonaro e das estimativas deste ano. Os servidores da autoridade monetária também pedem a reestruturação das carreiras.

A revolta do funcionalismo público começou após o Congresso Nacional aprovar o Orçamento de 2022, que cortou verbas da Receita Federal e reservou R$ 1,7 bilhão para reajuste salarial exclusivo a policiais federais, em pleno ano eleitoral. O aumento para a categoria partiu de uma demanda do próprio presidente Jair Bolsonaro (PL).

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O aumento salarial para a área da segurança partiu de uma demanda do próprio presidente
No fim de 2021, antes da votação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), o Ministério da Economia enviou um ofício ao Congresso Nacional pedindo que fossem reservados R$ 2,5 bilhões para reajustes salariais em 2022
No entanto, o orçamento enviado só prevê correção salarial para a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen)
Como consequência, servidores da Receita Federal e do Banco Central começaram a entregar cargos, em protesto
Além disso, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), composto por mais de 30 categorias, programou para 18 de janeiro o Dia Nacional de Mobilização. A intenção é pressionar o governo a conceder reajuste para todos os servidores
O governo Bolsonaro vive período conturbado com alguns servidores públicos. Tudo começou depois que foi anunciado reajuste salarial para policiais, mas o aumento financeiro de outras categorias ficou de fora dos planos
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O governo Bolsonaro vive período conturbado com alguns servidores públicos. Tudo começou depois que foi anunciado reajuste salarial para policiais, mas o aumento financeiro de outras categorias ficou de fora dos planos

Hugo Barreto/Metrópoles
O aumento salarial para a área da segurança partiu de uma demanda do próprio presidente
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O aumento salarial para a área da segurança partiu de uma demanda do próprio presidente

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No fim de 2021, antes da votação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), o Ministério da Economia enviou um ofício ao Congresso Nacional pedindo que fossem reservados R$ 2,5 bilhões para reajustes salariais em 2022
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No fim de 2021, antes da votação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), o Ministério da Economia enviou um ofício ao Congresso Nacional pedindo que fossem reservados R$ 2,5 bilhões para reajustes salariais em 2022

Thiago S. Araújo/Especial para o Metrópoles
No entanto, o orçamento enviado só prevê correção salarial para a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen)
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No entanto, o orçamento enviado só prevê correção salarial para a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen)

Matheus Veloso/Especial Metrópoles
Como consequência, servidores da Receita Federal e do Banco Central começaram a entregar cargos, em protesto
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Como consequência, servidores da Receita Federal e do Banco Central começaram a entregar cargos, em protesto

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Além disso, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), composto por mais de 30 categorias, programou para 18 de janeiro o Dia Nacional de Mobilização. A intenção é pressionar o governo a conceder reajuste para todos os servidores
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Além disso, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), composto por mais de 30 categorias, programou para 18 de janeiro o Dia Nacional de Mobilização. A intenção é pressionar o governo a conceder reajuste para todos os servidores

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Sem resposta, servidores públicos de mais de 40 órgãos federais realizaram, no dia 18 de janeiro, protestos em frente ao Banco Central e ao Ministério da Economia, em Brasília, cobrando por reajustes com base na correção da inflação
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Sem resposta, servidores públicos de mais de 40 órgãos federais realizaram, no dia 18 de janeiro, protestos em frente ao Banco Central e ao Ministério da Economia, em Brasília, cobrando por reajustes com base na correção da inflação

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Em meio à repercussão, Bolsonaro chegou a afirmar que todos os servidores merecem aumento. Contudo, em nenhum momento especificou se outras categorias, além da segurança pública, receberiam o reajuste
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Em meio à repercussão, Bolsonaro chegou a afirmar que todos os servidores merecem aumento. Contudo, em nenhum momento especificou se outras categorias, além da segurança pública, receberiam o reajuste

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A pressão do funcionalismo público por aumento salarial tem preocupado a equipe econômica. O ministro Paulo Guedes, no entanto, não esconde que é contra qualquer reajuste
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A pressão do funcionalismo público por aumento salarial tem preocupado a equipe econômica. O ministro Paulo Guedes, no entanto, não esconde que é contra qualquer reajuste

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De acordo com Guedes, o governo precisa “ficar firme”. “Sem isso, é como Brumadinho: pequenos vazamentos sucessivos, até explodir a barragem e todos morrerem na lama”, disse o ministro sobre o assunto
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De acordo com Guedes, o governo precisa “ficar firme”. “Sem isso, é como Brumadinho: pequenos vazamentos sucessivos, até explodir a barragem e todos morrerem na lama”, disse o ministro sobre o assunto

Fábio Vieira/Metrópoles

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