Prepare o bolso: preço da gasolina vai subir 2,29% nesta terça (11/12)

Além dos reajustes no valor do combustível às refinarias, Petrobras terá a opção de usar um mecanismo de proteção complementar

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 10/12/2018 21:50

A Petrobras anunciou alta de 2,29% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias válido para esta terça-feira (11/12), para R$ 1,5942. Embora a estatal tenha mantido sem alteração o preço do diesel, em R$ 1,7984, conforme tabela disponível no site da empresa, o aumento nas refinarias do principal combustível utilizado no país não deve demorar a chegar às bombas de abastecimento.

Em 6 de setembro, a diretoria da companhia divulgou que, além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.

A alteração no valor do produto vendido pela Petrobras está relacionada à redução do preço do barril de petróleo, atrelada à baixa do dólar. Depois, nas distribuidoras, são aplicados os impostos sobre a mercadoria, além da margem de lucro. Os revendedores, por sua vez, também retiram sua fatia.

O aumento desta terça vem logo depois de o preço no litro da gasolina ter uma queda modesta nos postos do Distrito Federal no início de dezembro. No sábado (8), era esperado que o valor subisse, de R$ 4,05 para R$ 4,09, mas nesta segunda-feira (10) ainda era possível abastecer pelo menor preço em alguns postos brasilienses.

Conta que não fecha
Conforme reportagem publicada pelo Metrópoles no dia 5, a diminuição do preço no litro da gasolina nas refinarias, que chegou a ultrapassar os R$ 5 em postos da capital em setembro, ainda não foi suficiente para aliviar o peso no bolso dos consumidores brasilienses. No último mês do ano, os motoristas ainda pagam caro e se sentem enganados quando percebem que, apesar da diminuição no valor cobrado nas refinarias, o preço nas bombas tem um acréscimo difícil de ser explicado de forma convincente.

O professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Piscitelli ressalta que a principal razão para a diminuição do preço é a estabilidade do dólar. No entanto, o especialista critica a política de preços do petróleo. “O que a gente vem observando é que essa política de reajustes sistemáticos acaba favorecendo principalmente a última etapa da cadeia. Quando o preço se eleva, os empresários aumentam instantaneamente. Quando baixa, não se vê o mesmo movimento”, afirmou o economista.

“Enquanto não cortar os impostos, não vai resolver. Nem as distribuidoras têm mais gordura para queimar. A margem da revenda da distribuição, hoje, é em torno de R$ 0,70, enquanto o governo distrital leva R$ 1,40”, ressalta o presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares. (Com informações da Agência Estado)

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