Preço médio da gasolina sobe pela 6ª semana seguida nos postos, mostra ANP

Na semana encerrada no dia 11 de setembro, o valor subiu para R$ 6,059 por litro; no período anterior, o custo médio era de R$ 6,007

atualizado 14/09/2021 18:09

Vinicius Schmidt/Metrópoles

Um levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelou que o preço médio da gasolina comercializada nos postos do país subiu pela sexta semana seguida.

Na semana encerrada no dia 11 de setembro, o valor subiu para R$ 6,059 por litro. No período anterior, o custo era de R$ 6,007, o que representa um avanço de 0,86%.

A ANP também apontou que o preço médio do litro do diesel aumentou de R$ 4,627 para R$ 4,695 na semana. Já o valor do litro do etanol subiu de R$ 4,611 para R$ 4,653.

De acordo com a agência, nos 4.434 postos pesquisados pela ANP, o preço máximo chegou a R$ 7,185 o litro, e o mínimo foi de R$ 5,15.

Inflação

Desde o começo do ano, a inflação saltou e chegou a 5,67%, a maior taxa para o período desde 2015, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (9/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Alguns itens essenciais para o dia a dia dos brasileiros se destacaram, por serem produtos cujo preço subiu além da média. Como um dos principais vilões, estão os combustíveis. Segundo o IBGE, a gasolina acumula no ano uma alta de 31,09%.

A influência sobre essas altas pode ser explicada, em sua maioria, pela seca, que é a pior enfrentada pelo país dos últimos 91 anos. Outro fator importante, porém, destaca-se: a desvalorização do real frente ao dólar, que tem impacto direto sobre o preço da gasolina e do diesel.

A disparada da moeda americana – que, após o feriado da Independência, fechou em US$ 5,32 – pesa fortemente sobre os combustíveis. Isso porque o Brasil importa petróleo e paga em dólar o valor do barril. Hoje, esse custo está em U$ 77,84, o que corresponde a cerca de R$ 405, na conversão.

Em agosto, o grupo de transportes se tornou o de maior impacto no orçamento doméstico na composição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e superou inclusive o custo da alimentação. O grupo respondeu por 20,87% do indicador, enquanto a alimentação, por 20,83%.

A gasolina subiu 2,8% e teve o maior impacto individual (0,17 p.p.). Etanol (4,5%), gás veicular (2,06%) e óleo diesel (1,79%) também ficaram mais caros no mês.

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