Minas e Energia: secretário de Petróleo e Gás pede demissão

A pasta não informou o motivo do pedido de exoneração nem o substituto para o cargo, apenas que o secretário irá para a iniciativa privada

atualizado 21/10/2021 19:03

Em meio à debandada da equipe econômica nesta quinta-feira (21/10), outra demissão surpreendeu o mercado, a saída do secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho.

A pasta não informou o motivo do pedido de demissão nem o substituto para o cargo, no entanto, mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou que vai pagar um auxílio-diesel a 750 mil caminhoneiros autônomos para compensar o aumento no preço do combustível.

“Após cerca de 14 anos no serviço público, dos quais quatro como diretor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e um ano e meio como secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Ferreira Coelho deixa o serviço público”, diz o ministério em nota.

A pasta ainda disse que José Mauro cumprirá o período de quarentena e, depois, assumirá “novos desafios na iniciativa privada brasileira”.

Debandada na equipe econômica

O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, também pediram demissão de seus cargos ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta-feira (21/10).

Além deles, a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, pediram exoneração de seus cargos, por razões pessoais.

De acordo com a Economia, os pedidos de demissão ocorrem por motivos de ordem pessoal. “Funchal e Bittencourt agradecem ao ministro pela oportunidade de terem contribuído para avanços institucionais importantes e para o processo de consolidação fiscal do país”, afirmou a pasta.

A debandada ocorre em um momento de descontentamento da equipe econômica com a manobra para mudar o teto de gastos e conseguir acomodar despesas com o novo Auxílio Brasil e o “auxílio-diesel”, anunciado nesta quinta por Bolsonaro.

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