Haddad não descarta aporte do Tesouro para salvar Correios

Ministro afirmou nesta quinta-feira (4/12) que qualquer solução para a estatal passa pela aprovação do Plano de Reestruturação

atualizado

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Foto de fachada de agência dos Correios
1 de 1 Foto de fachada de agência dos Correios - Foto: Divulgação/Correios

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta quinta-feira (4/12), que estuda várias possibilidades para resolver a crise financeira no Correios, inclusive um aporte do Tesouro Nacional. Qualquer medida de apoio à empresa estatal, no entanto, passa pela aprovação do Plano de Reestruturação.

“Nós não vamos fazer um aporte sem o Plano de Reestruturação aprovado. Nem empréstimo, nem aporte, nem aval. Tudo depende de reestruturação da companhia”, disse o ministro.

O Correios passa por uma crise financeira grave. Só até setembro, o prejuízo acumulado no ano é de R$ 6 bilhões. Os déficits mensais sucessivos impuseram ao governo, inclusive, a necessidade de um contingenciamento nas despesas na ordem de R$ 3,3 bilhões para garantir o cumprimento da regral fiscal deste ano, que é de déficit zero.

Há, no debate sobre o Orçamento de 2026, a possibilidade de abrir uma exceção de R$ 10 bilhões na meta fiscal para atender demandas de estatais — sendo os Correios o principal foco de preocupação. Questionado sobre a hipótese de criar uma exceção específica para um aporte à empresa, o ministro rejeitou a ideia.

“Precisa ter a previsão, se não você não consegue fazer, não consegue dar o aval [para empréstimo]. […]  Se houver um aporte é dentro das regras atuais, não é fora da regra. É dentro da regra”, enfatizou.

Empréstimo frustrado

O Tesouro Nacional recusou a garantia da União a um empréstimo para o Corerios no valor de R$ 20 bilhões. O plano de crédito havia sido aprovado no fim de novembro pelo conselho da empresa.

O crédito seria concedido com a participação de um consórcio de bancos formado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra, mas dependia da chancela do Tesouro para se concretizar.

A recusa foi motivada pela taxa de juros, que foi considerada alta. A proposta apresentava remuneração próxima a 136% do CDI, superior ao teto de 120%, parâmetro tradicional para operações com garantia soberana.

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