Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Economia

Guedes diz não haver pontos inegociáveis em novo pacote econômico

Ministro se reuniu com senadores, nesta quarta, em Brasília. Ele espera que as propostas sejam menos modificadas do que a PEC da Previdência

06/11/2019 11:33, atualizado 06/11/2019 13:20
Compartilhar notícia
Andre Borges/Esp. para o Metrópoles
Guedes diz não haver pontos inegociáveis em novo pacote econômico

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (06/11/2019) que não existem pontos inegociáveis no pacote de medidas econômicas elaborado pelo governo e entregue ao Congresso nessa terça-feira (05/11/2019).

As três propostas preveem dar maior flexibilidade ao Orçamento e aumentar repasses de recursos a estados e municípios; conter gastos públicos em caso de crise orçamentária da União, estados e municípios; e revisar 281 fundos para utilizar os recursos para o pagamento de dívidas públicas.

Na manhã desta quarta-feira (06/11/2019), Guedes participou de uma reunião organizada pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), com cerca de 40 senadores.

Após o encontro, Guedes foi questionado por jornalistas se havia algum ponto nas medidas classificado como “inegociável”. Ao responder, o ministro afirmou que um chefe da pasta econômica que não negocia não está preparado para o exercício de uma democracia.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters
“Seria arrogância dizer que tem algum ponto inegociável”, declarou.

A expectativa do governo, no entanto, é que o texto das propostas sofra menos mudanças em comparação à reforma da Previdência.

“Eu acho que é diferente da previdenciária. Mandamos lá [Congresso Nacional] R$ 1,2 trilhão e aí houve bastante cortes. Mas foram cortes extremamente compreensíveis na democracia e louváveis”, afirmou.

“Não é que o limite [para mudanças] é menor. É que eu acho que vai acontecer naturalmente. Como o outro [Previdência] foi uma iniciativa nossa e depois a Câmara e o Senado tiveram que recalibrar, dessa vez fizemos o contrário. Nós nos entendemos antes e recalibramos juntos”, afirmou.