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Economia

Guedes defende controle de aumento salarial do funcionalismo público

“Não é razoável, além dos aumentos naturais, servidores ainda receberem mais quinquênio e outros aumentos”, afirmou o ministro da Economia

11/05/2021 14:24, atualizado 11/05/2021 15:25
EDU ANDRADE/Ascom/ME
Paulo Guedes, ministro da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou nesta terça-feira (11/5), na Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania (CCJ), na Câmara dos Deputados, os aumentos de salário para servidores públicos.  A CCJ tinha como objetivo o debate da Reforma Administrativa discutida na Câmara (PEC 32/2019).

Na ocasião, o ministro disse que a “palavra chave” da reforma é a qualidade dos serviços públicos, o que, em seu diagnóstico, significa a quebra da estabilidade dos trabalhadores e o controle das remunerações.

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“Não é razoável, além dos aumentos naturais, servidores ainda receberem mais quinquênio (abono pecuniário incorporado ao salário do funcionalismo público por cada cinco anos de serviço efetivamente prestado) e outros aumentos”, afirmou Guedes.

Ainda em seu discurso, o ministro comparou servidores à militantes. “Poderíamos, assim como outros governos, estar abrindo concursos públicos, colocando gente para dentro, para aparelhar o Estado e termos bastante militantes trabalhando para nós no futuro. Não estamos pensando assim, estamos pensando nas gerações futuras”, argumentou.

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Reforma 

O ministro afirma que a reforma “é bastante moderada e foi fruto de uma conversa nesses dois anos de governo. Nós calibramos e moderamos bastante exatamente conversando com deputados, trocando ideias, tecendo críticas”.

Na defesa da proposta, ele disse que o país foi construído a partir da força das estatais e que é hora de fazer a transição do estado autoritário para o estado servidor. “Que história é esse de tirar carteirinha e falar: eu que mando, olha aqui, meu salário é maior. Nós somos servidores!”, exemplificou.