Mandetta critica Guedes: “Homem pequeno para estar onde está”

Ex-ministro comentou a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre ele ter recebido R$ 5 bilhões e nada ter feito na pandemia

atualizado 04/05/2021 17:43

MandettaEdilson Rodrigues/-Agência Senado

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou, nesta terça-feira (4/5), que o ministro da Economia, Paulo Guedes, é “desonesto intelectualmente e pequeno para o cargo que ocupa”.

“Esse ministro Guedes, da Economia, é desonesto intelectualmente. Uma coisa pequena. Homem pequeno para estar onde está”, disse Mandetta à CPI da Covid-19. “Esse ministro não soube nem olhar no calendário para dizer: ‘poxa, quando ele [Mandetta] estava aqui nem vacina sendo comercializada no mundo havia’. Só posso lamentar”, ressaltou.

A declaração de Mandetta foi em resposta à pergunta da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) sobre Guedes ter dito que Mandetta recebido R$ 5 bilhões da Economia para combater a doença e que nada fez. A parlamentar também levantou a questão colocada por Guedes sobre longevidade e contas públicas.

Mandetta comparou Guedes a Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. “Esse [Campos Neto], sim, ligava, perguntava, mandava informações que captava no mercado. Extremamente atencioso com as coisas públicas. Ajudou muito. Este da Economia não ajudou nada. Falava apenas: ‘mandei dinheiro e vamos tocar a economia'”.

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Mandetta foi o primeiro ministro da Saúde durante a pandemia da Covid-19. O depoimento do sucessor de Mandetta, Nelson Teich, ficou para essa quarta-feira (5/5) e o de Eduardo Pazuello foi transferido para o próximo dia 19 de maio.

Eles foram convocados na condição de testemunhas. Pazuello alegou ter tido contato com pessoas infectadas pela Covid-19 para não poder ir ao Senado.

A CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia da Covid-19 e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

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