Governo prevê aumento da inflação para 4,4% em 2021

A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto manteve-se em 3,2%, porém a expectativa da carestia não é mais de de 3,75%

atualizado 17/03/2021 13:04

Vitória (ES) - Supermercados lotados e com filas nos caixas e na entrada funcionam em horário reduzido. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O ministério da Economia informou nesta quarta-feira (17/3)  que a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) manteve-se em 3,2%. A pasta também apresentou que a expectativa de inflação subiu para 4,4%. A porcentagem é acima da meta prevista de 3,75%. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Política Econômica, por meio do Boletim Macrofiscal.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos numa determinada região, durante um certo período. Com as políticas de lockdown instituídas para conter o avanço da Covid-19 no país, esse indicador foi afetado.

“As incertezas são elevadas com os desafios de enfrentamento à pandemia, mas deve-se considerar os indicadores no primeiro bimestre que apontam continuidade da recuperação da atividade econômica”, disse o Ministério da Economia, em nota.

Em 2020, o país registrou o maior tombo anual da série iniciada em 1996, com um recuo de 4,1%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste cenário, a inflação ainda vai aumentar. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a projeção foi elevada de 3,23% para 4,4% em 2021.

“O principal responsável pela elevação da projeção foi o preço dos alimentos. Todavia, as expectativas a partir de 2022 apontam convergência da inflação para o centro da meta”, afirmou o comunicado.

Reformas

A solução, de acordo com a pasta, é implementar as reformas administrativa e tributária. Essa agenda avançou nos últimos dois anos, segundo o ministério. Outra pauta defendida para a retomada econômica é a vacinação em massa

“Dessa forma, a vacinação em massa vai garantir o retorno mais rápido do mercado de trabalho via redução das medidas restritivas de combate à pandemia; a consolidação fiscal vai manter um ambiente econômico propício ao investimento privado, à estabilidade da inflação e ao risco-país menor; e reformas pró-mercado vão dinamizar o crescimento de longo prazo da economia brasileira”, concluiu o ministério.

 

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