Galípolo: sistemas do BC “estão íntegros” após ataque hacker

Galípolo não falou muito sobre o ataque hacker contra C&M Software, sob a justificativa de não querer se meter em investigação policial

atualizado

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1 de 1 PIX - Banco Central do Brasil BACEN - Copom - Metrópoles - Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou, nesta quarta-feira (9/7), que os sistemas da autoridade monetária “estão íntegros”. A declaração vem após a C&M Software informar um ataque cibernético, que desviou milhões de reais das contas reservas de instituições financeiras que contrataram os serviços da empresa de tecnologia.

“Não é um ataque cibernético tradicional, no sentido que não houve um ataque de força bruta, com várias tentativas de corromper senha. Porque ele dependeu desse tema que a gente chama de engenharia social”, disse.

“Ou seja, que alguém deu acesso a credenciais e verificações que eram legítimas”, completou o presidente do BC.


Entenda o ataque hacker

  • A C&M Software, empresa que interliga instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e ao Pix, foi alvo de um ataque hacker no começo de julho.
  • O incidente causou a interrupção do acesso ao Pix para clientes de alguns bancos e desvio de recursos de contas de empresas. A operação criminosa desviou pelo menos R$ 541 milhões de seis instituições.
  • Segundo a própria C&M e investigações da Polícia Civil de São Paulo, o ataque incluiu o uso indevido de credenciais de clientes para tentar acessar, fraudulentamente, os sistemas e serviços da empresa.
  • Um funcionário da C&M foi preso por suspeita de participar do desvio.
  • A C&M assegurou que seus sistemas críticos permanecem íntegros e operacionais e que todos os protocolos de segurança foram integralmente executados.

As declarações do presidente do Banco Central foram dadas durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados.

Ele foi convidado para falar sobre a atuação do banco na economia e a prestar esclarecimentos sobre a eventual autorização da aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Galípolo se limitou a repassar as informações compartilhadas pela polícia, que investiga o caso da C&M. Ele afirmou que não tem intenção de se “meter em investigação policial”.

Como mostrado pelo Metrópoles, na coluna de Paulo Cappelli, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados (CREDN) convidará Galípolo para prestar esclarecimentos sobre o ataque hacker contra a C&M.

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