Hacker dá golpe de R$ 107 milhões em bancos; gerente também é suspeito
De acordo com as investigações, os suspeitos recebiam entre R$ 50 mil e R$ 200 mil para emprestar suas contas dos bancos ao grupo criminoso

Dois homens, de 24 e 28 anos, foram presos pela Polícia Civil de Minas Gerais enquanto tentavam sacar R$ 2 milhões em uma agência bancária na Avenida João Pinheiro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A dupla é suspeita de integrar uma organização criminosa especializada em ataques cibernéticos contra instituições financeiras, que causou um prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões aos bancos.
De acordo com as investigações, os suspeitos recebiam entre R$ 50 mil e R$ 200 mil para emprestar contas bancárias ao grupo criminoso, facilitando a movimentação do dinheiro obtido de forma fraudulenta. Ao serem abordados, um dos presos apresentou um contrato de compra e venda de imóvel no valor exato da transferência, R$ 2 milhões que, segundo a polícia, foi falsificado para justificar o recebimento da quantia.
O delegado Anderson Kopke, responsável pelo caso, afirmou que o valor fazia parte de uma transferência de R$ 107 milhões realizada a partir de uma agência do Banco da Amazônia, localizada em Belém, no Pará. A origem do golpe, no entanto, remonta à cidade de Santa Inês, no Maranhão, onde um gerente do banco foi preso na última sexta-feira (4) por envolvimento direto no esquema.
Segundo a Polícia Civil, o gerente instalou um dispositivo nos caixas eletrônicos da agência em que trabalhava com o objetivo de capturar senhas de clientes. Com acesso às credenciais, o dinheiro era desviado para contas de integrantes da quadrilha espalhadas em pelo menos 10 estados brasileiros.
Somente para Belo Horizonte, foram transferidos mais de R$ 30 milhões, distribuídos entre contas empresariais utilizadas para encobrir a origem ilícita dos valores. A operação, que envolveu o apoio da Polícia Civil do Pará, segue em andamento para identificar outros envolvidos no esquema, incluindo possíveis beneficiários finais do dinheiro.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA dupla detida vai responder por crimes como fraude cibernética, lavagem de dinheiro, falsificação de documento público, uso de documento falso e participação em organização criminosa. A Polícia Civil trabalha agora na análise dos documentos apreendidos e no rastreamento dos valores transferidos em todo o país.





