Mirelle Pinheiro

“Problema psiquiátrico”: prefeito que matou PM pede licença remunerada

Apesar da confissão, o prefeito permanece em liberdade. A polícia solicitou a prisão preventiva dele, mas até o momento não há mandado

atualizado

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PM é morto a tiros durante vaquejada e prefeito é o principal suspeito
1 de 1 PM é morto a tiros durante vaquejada e prefeito é o principal suspeito - Foto: Reprodução

O prefeito de Igarapé Grande (MA), João Vitor Xavier (PDT), protocolou um pedido de licença de 125 dias na Câmara Municipal após confessar ter atirado contra o policial militar Geidson Thiago da Silva durante uma vaquejada em Trizidela do Vale, no último dia 6 de julho.

No ofício, o prefeito justifica o afastamento como necessário para cuidar da própria defesa e para realizar “tratamentos psiquiátricos”. Mesmo afastado, continuará recebendo o salário integral de R$ 13.256,08 líquidos.

Apesar da confissão, João Vitor permanece em liberdade. A Polícia Civil do Maranhão solicitou a prisão preventiva dele, mas até o momento não há mandado expedido.

O prefeito se apresentou voluntariamente na Delegacia Regional de Presidente Dutra na segunda-feira (7), prestou depoimento e foi liberado. Segundo a Polícia, não houve flagrante, o que impediu a detenção imediata.

O caso segue em investigação. A Polícia Civil aponta que o crime ocorreu durante uma discussão iniciada depois que o policial, conhecido como “Dos Santos” e que estava de folga, teria pedido ao prefeito que diminuísse a intensidade dos faróis do carro.

Testemunhas relataram que João Vitor sacou uma arma e atirou. A vítima foi atingida por cerca de cinco disparos, supostamente pelas costas. Ele chegou a ser socorrido em Pedreiras, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi sepultado na terça-feira (8).

Imagens de câmeras de segurança mostram um homem, identificado pela investigação como o prefeito, indo até um carro, pegando um objeto e caminhando até uma aglomeração. Em seguida, ele corre de volta ao veículo e deixa o local. A cena registrada ainda será analisada por peritos, mas não mostra o momento exato dos disparos.

No depoimento prestado à polícia, João Vitor afirmou que descartou a arma no local do crime, mas o revólver calibre .38 ainda não foi encontrado. Ele também declarou que recebeu a arma como presente de um eleitor há dois anos e que ela não possui registro nem autorização legal.

A defesa do prefeito sustenta que ele agiu em legítima defesa, alegando que o policial militar teria sacado uma arma durante a discussão. A versão, no entanto, é contestada por testemunhas e pela Polícia Civil, que classifica os disparos como um possível crime doloso. Como prefeito, João Vitor possui foro privilegiado, o que pode levar o julgamento para instâncias superiores.

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