Focus: pela 1ª vez desde janeiro, mercado estima inflação abaixo de 5%

A projeção passou de 5,05%, na semana passada, para 4,95%, ficando mais próxima do teto da meta de inflação de 2025, que é de 4,50%

atualizado

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Fachada do edifício sede do Banco Central do Brasil, em Brasília Metrópoles (BC)
1 de 1 Fachada do edifício sede do Banco Central do Brasil, em Brasília Metrópoles (BC) - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a projeção de inflação de 2025 pela décima segunda semana consecutiva. É o que mostram os dados do relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (18/8).

A projeção passou de 5,05%, na semana passada, para 4,95%. Com isso, as expectativas do mercado financeiro continuam se aproximando do teto da meta da inflação deste ano, que é de 4,50%.

É a primeira vez, desde janeiro deste ano, que o mercado estima a inflação de 2025 para abaixo de 5% – naquele mês, a projeção foi de 4,99%.

Para 2026, a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termômetro oficial da inflação, também foi revisada para baixo, indo de 4,41% para 4,40%. As estimativas para 2027 e 2028 não foram alteradas em relação à semana anterior.

Confira como ficaram as estimativas para a inflação:

  • para 2025, recuou de 5,05% para 4,95%;
  • para 2026, caiu de 4,41% para 4,40%;
  • para 2027, segue em 4%; e
  • para 2028, é de 3,80%.

O que é o relatório Focus

  • O Relatório de Mercado Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado financeiro coletadas até a sexta-feira imediatamente anterior à divulgação do documento.
  • O Focus é tradicionalmente divulgado toda segunda-feira.
  • O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio (dólar), taxa Selic, entre outros indicadores.
  • As projeções são do mercado, não do Banco Central. A autoridade monetária só reúne e divulga os dados.

Inflação acima do teto da meta

Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,26% em julho — o que representa um aumento de 0,02 ponto percentual em comparação a junho (0,24%). Em 12 meses até julho, a inflação acumula alta de 5,23%, ainda acima da meta.

A inflação ficou acima do teto da meta em junho, com acumulado de 5,35%. Foi a primeira vez que um estouro foi registrado no novo regime, que utiliza o acumulado de 12 meses, chamado de meta contínua.

No regime de meta contínua, o índice é apurado mês a mês. Caso o acumulado dos meses fique acima do fixado por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

PIB

Segundo o Focus, o mercado prevê crescimento de 2,21% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025. As projeções do PIB para 2026 e 2027 caíram, enquanto a estimativa para 2028 continua a mesma da semana anterior.

Confira como ficaram as estimativas para a inflação:

  • para 2026, está em 1,87%;
  • para 2027, diminuiu de 1,93% para 1,87%; e
  • para 2028, é de 2%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, em um ano. Uma alta significa que a economia está crescendo em um ritmo bom, enquanto um recuo implica encolhimento da produção econômica da nação.

Em 2024, a atividade econômica brasileira fechou em alta de 3,4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre, o PIB registrou alta de 1,4%, com destaque para a expansão do agro.

O Ministério da Fazenda espera que a economia brasileira cresça 2,5% neste ano, enquanto o Banco Central projeta uma expansão de 2,1%.

Taxa de juros

Na reunião de julho, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros do país, a Selic, em 15% ao ano e, assim, encerrar o ciclo de altas dos juros.

O mercado manteve, pela oitava semana consecutiva, a projeção da Selic em 15% ao ano, conforme as estatísticas do Focus mais recente. Ou seja, os analistas não esperam novas elevações em 2025.

As previsões dos analistas para os demais anos seguem as mesmas, confira abaixo:

  • Para 2026, os analistas projetam uma Selic de 12,50% ao ano.
  • Para 2027, a previsão da taxa de juros é de 10,50% ao ano.
  • Para 2028, a estimativa continua em 10% ao ano.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 16 e 17 de setembro.

Outros indicadores

Dólar

Nesta edição do Focus, o mercado financeiro não fez alterações na estimativa para a taxa de câmbio (o dólar) deste e dos próximos três anos. Os valores foram mantidos em: R$ 5,60 (em 2025) e R$ 5,70 (em 2026, 2027 e 2028).

Balança comercial

O saldo da balança comercial (diferença entre o total de exportações e importações) foi mantido em US$ 65 bilhões de superávit em 2025, conforme esta edição do relatório Focus.

A estimativa para 2026 recuou, enquanto as projeções para 2027 e 2028 não mudaram em comparação à semana passada.

Confira o que o mercado espera da balança comercial para:

  • 2026: a projeção de superávit diminuiu de US$ 69 bilhões para US$ 68,40 bilhões.
  • 2027: a previsão para o saldo positivo da balança comercial ficou em US$ 78,13 bilhões.
  • 2028: a expectativa de superávit é de US$ 75 bilhões.

Em julho, o saldo da balança comercial foi superavitário (quando as exportações superam as importações) em US$ 7,1 bilhões. Foi o menor superávit para julho desde 2022, quando ficou em US$ 5,36 bilhões. No ano, acumula saldo positivo de US$ 36,98 bilhões.

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