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Economia

Em 10 anos, brasileiro reduz consumo de arroz e feijão, diz IBGE

Famílias de baixa renda, no entanto, registraram um aumento na frequência de consumo desses produtos, segundo a pesquisa

21/08/2020 13:03, atualizado 21/08/2020 14:13
DircinhaSW/Getty
Em dez anos, brasileiro reduz consumo de arroz e feijão, diz IBGE

O consumo de feijão e arroz pelos brasileiros caiu nos últimos 10 anos, indica a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) divulgada nesta sexta-feira (21/8) pelo IBGE.

Do biênio 2008-2009 a 2017-2018, a frequência do consumo de feijão caiu de 72,8% para 60% e o de arroz de 84,0% para 76,1%, segundo o levantamento do instituto brasileiro.

A queda do consumo do arroz foi observada sobretudo nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste e foi mais acentuada no quarto (25%) da população com renda mais alta.

Por outro lado, arroz e feijão, além de pão francês, farinha de mandioca, milho e peixes frescos, estão mais presentes na mesa das pessoas com renda mais baixa.

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O gerente da pesquisa, André Martins, explica que apesar da diferença entre as pessoas de classes de rendimento diferentes, arroz e feijão ainda são bastante presentes na dieta dos brasileiros em geral.

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“Já os produtos industrializados, que têm valor de mercado maior, são mais encontrados nas famílias de rendimento per capita mais alto”, complementa o especialista do IBGE.

Além de produtos como doces, pizzas, salgados fritos e assados e sanduíches serem mais frequentes na classe de rendimento mais alta, a quantidade consumida também é maior entre eles.

Um exemplo é a pizza, alimento referido por 4,6% dos moradores dos domicílios com maior rendimento, no período pesquisado. Nos domicílios de renda mais baixa esse número era de 1%.

Ao se analisar a diferença de idade, a frequência de consumo de frutas, verduras e legumes é menor entre adolescentes do que entre adultos e idosos, exceto para açaí e batata inglesa.

Os adolescentes consomem o dobro de sanduíches, quatro vezes mais pizzas, nove vezes mais bebidas lácteas e 20 vezes mais salgadinhos que os idosos.