Dólar tem novo dia de alta e vai a R$ 3,89

Ibovespa sobe 0,54% com ajuda de Petrobras em dia de aversão ao risco no exterior

Divulgação/ Agência BrasilDivulgação/ Agência Brasil

atualizado 02/08/2019 18:33

O dólar fechou esta sexta-feira (02/07/2019) em R$ 3,8915 (+1,15%), o maior nível desde 17 de junho. O exterior foi novamente o principal fator a influenciar as cotações da moeda norte-americana, mas na semana que vem, com a retomada das atividades no Congresso e a votação da reforma da Previdência no segundo turno na Câmara, o noticiário doméstico deve ganhar protagonismo.

Na semana, o dólar acumulou valorização de 3,15%, registrando a pior semana desde o início de maio, quando ruídos políticos entre o Planalto e o Congresso fizeram a moeda dos EUA bater em R$ 4,10.

Trump x China
O anúncio nessa quinta-feira (1º/07/2019) do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que vai sobretaxar mais US$ 300 bilhões de produtos importados da China sustentou novo dia de alta do dólar ante países emergentes, embora a moeda norte-americana tenha se enfraquecido perante divisas fortes.

A fuga de risco e a busca por ativos seguros fez a moeda norte-americana cair 0,75% no Japão. Entre os emergentes, o real foi uma das mais penalizadas, perdendo apenas para o rublo, da Rússia. O dólar subiu 1,50% no mercado russo.

Ibovespa
A escalada das ações da Petrobras impediu o Índice Bovespa de ceder à aversão ao risco que derrubou bolsas de valores em todo o mundo nesta sexta-feira, 2. Os papéis da petroleira subiram em razão dos números positivos de seu resultado trimestral e contribuíram em grande parte para a alta de 0,54% do índice, que fechou aos 102.673,68 pontos.

No exterior, a frustração das expectativas de entendimento nas relações comerciais entre Estados Unidos e China continuou a incentivar o investidor a fugir dos ativos de risco.

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