Dólar tem novo dia de alta com declarações de Trump sobre China

Queda expressiva das ações do setor financeiro, em um ambiente negativo nas bolsas internacionais, impôs perda de 0,53% ao Índice Bovespa

EBCEBC

atualizado 30/07/2019 19:21

O dólar teve novo dia de valorização nesta terça-feira (30/07/2019), influenciado pelo noticiário internacional. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a China e indicadores mistos da economia norte-americana acabaram fortalecendo a moeda daquele país no mercado internacional, afetando os negócios no Brasil.

Com o noticiário local esvaziado, a liquidez seguiu baixa no mercado futuro, que influencia os preços no segmento à vista, indicando que os agentes estão evitando fazer apostas mais firmes antes do final das reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e do Banco Central do Brasil, ambas nesta quarta (31/07/2019). O dólar à vista fechou em alta de 0,22%, a R$ 3,7915, perto das máximas do dia.

Trump declarou que, se for reeleito, as negociações comerciais com a China serão “duras”. Mais tarde, falou que as conversas “estão indo bem”. Além disso, ele defendeu um corte mais radical de juros pelo Fed.

Investidores também monitoraram uma série de indicadores divulgados nesta terça-feira nos EUA. Um deles, a confiança do consumidor, veio bem melhor (135,7 pontos) que o previsto (124,8), ajudando a reforçar a visão de que o ciclo de corte de juros na economia americana pode não ser tão intenso.

“Enquanto permanece o debate sobre o tamanho da primeira redução, o mercado continua a precificar com a certeza de 100% de que haverá um corte”, afirma a economista da corretora Stifel, Lindsey Piegza.

Ibovespa
A queda expressiva das ações do setor financeiro, em um ambiente negativo nas bolsas internacionais, impôs perda de 0,53% ao Índice Bovespa nesta terça, marcando 102.932,76 pontos. O recuo não foi maior graças ao desempenho positivo de ações de empresas de consumo, embaladas pela expectativa de serem beneficiadas por um corte da taxa Selic, nesta quarta-feira.

O compasso de espera pelas reuniões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos manteve o volume de negócios abaixo da média de julho, somando R$ 14,7 bilhões.

“O sinal de baixa foi determinado pelas bolsas na Europa e Estados Unido e foi potencializado por uma realização de lucros mais forte das ações do setor financeiro. O balanço do Itaú Unibanco foi positivo, à exceção dos dados da carteira de crédito, que cresceu menos que o esperado”, disse Vitor Miziara, gestor da Criteria Investimentos.

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