Dólar fecha aos R$ 3,13 com sinais "duros" do BC
No segmento à vista, o dólar recuou pelo terceiro dia consecutivo e encerrou em queda de 0,88%, o volume de negócios somou US$ 1,515 bilhão

O dólar fechou nesta quinta-feira (20/10) no menor valor em mais de dois meses, aos R$ 3,13 no mercado à vista. Na contramão do exterior, a baixa da divisa norte-americana foi direcionada pela expectativa de entrada de recursos no País por causa da Lei de Repatriação e pela percepção de que a distensão monetária no Brasil será gradual.

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Ver todasJá no mercado futuro, o dólar para novembro terminou o dia aos R$ 3,1500, em baixa de 0,85%, com giro de US$ 16,774 bilhões. No menor nível da sessão, o contrato tocou R$ 3,1435 (-1,05%).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPor aqui, o mercado amanheceu com a notícia de que o Banco Central reduziu em 0,25 ponto porcentual a taxa básica de juros, a Selic, para 14,00%. A decisão confrontou as expectativas de parte dos especialistas e profissionais de finanças de que o corte poderia ser de 0,50 ponto porcentual.
Durante a tarde, a queda do dólar frente ao real ganhou força com fluxo de entrada de recursos no País e perspectiva de que a chegada de capital ganhará força nos próximos dias por causa da Lei de Repatriação.
Cabe ressaltar ainda que o câmbio doméstico destoou dos avanços do dólar no exterior, apesar da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e forte queda do petróleo. Exemplifica essa diferença a alta de 0,40% do Dollar Index no final da tarde, enquanto o avanço da divisa dos EUA era visto contra as principais moedas de mercados emergentes e ligadas a commodities. Também ficaram de lado os “ruídos” do cenário político brasileiro, como a prisão do ex-deputado Eduardo Cunha.



