Dólar cai a R$ 3,26 com entrada de recursos e sinal do BC
No segmento à vista, o dólar recuou pelo segundo dia consecutivo e fechou cotado em R$ 3,2671 (-1,01%), destoando da alta no exterior

O dólar recuou a R$ 3,26 no mercado à vista nesta sexta-feira (16/9) destoando da alta no exterior. O movimento ganhou força à tarde com entrada de recursos no País pela via comercial e financeira, após sinalização do Banco Central pela manhã de que as condições para sua atuação no câmbio “estão mudando”. Lá fora, entretanto, a direção foi contrária e a divisa norte-americana avançou em meio à tensão que precede a decisão de política monetária dos Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), na semana que vem.

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Ver todasPor aqui, o dólar enfrentou nova manhã de instabilidade, com indicadores econômicos dos Estados Unidos, e se firmou em queda à tarde. A pressão negativa sobre o dólar ante o real veio logo no começo do dia com comentários do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, em entrevista à Reuters. “Estamos vendo as condições diminuindo para redução do estoque de swaps cambiais”, afirmou Ilan.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA autarquia tem promovido adequações na estratégia de redução de sua posição vendida em swaps cambiais com a proximidade de novo movimento de alta de juros nos Estados Unidos. Por trás disso, está a intenção de reduzir o estoque total, mas sem que os leilões tragam pressão adicional ao câmbio, num momento em que o Federal Reserve está perto de agir.
Na última quarta-feira, a autarquia diminuiu o lote diário de swap cambial reverso oferecido em leilão, para 5 mil contratos, frente aos habituais 10 mil contratos. Além do Fed e da atuação do BC, constou no radar dos agentes financeiros as discussões em torno do ajuste fiscal e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 que busca limitar os gastos públicos. O governo tem endurecido o tom em defesa da PEC e das suas reformas, o que na visão de profissionais do mercado é positivo para garantir a aprovação dos esforços no Congresso.



