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O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, reafirmou nesta quinta-feira (7/6), em Brasília, que a chegada do diesel às bombas com o desconto de 46 centavos no preço deve ocorrer ainda neste mês, a partir da segunda quinzena de junho.

Ele explicou que parte da composição do óleo comercializado atualmente está com o preço definido na quinzena anterior ao reajuste dado pelo governo a fim de encerrar a greve-geral dos caminhoneiros, deflagrada no último dia 21 e que durou 11 dias.  O ministro reiterou que o governo vai cumprir o acordo firmado com os caminhoneiros, mas há um “processo em andamento” até o desconto chegar na ponta, para o consumidor.

“Do dia 16 [de junho] em diante, já começa a pegar a projeção dos preços reduzidos agora, do dia 1º a 15 de junho. E do dia 16 a 30 de junho já vai ter uma nova projeção e, aí sim, presumo, todos os postos estarão com os 46 centavos na bomba”, disse Padilha, antes de participar de evento de lançamento do portal Normas.Gov, na sede da Imprensa Nacional.

Sobre a possibilidade de interferência do Estado no preço dos combustíveis, há um estudo junto à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre um método para estabelecer uma periodicidade de reajustes.

“Vimos que a ANP vai exercitar sua competência de disciplinar o mercado nacional e está na perspectiva dessa disciplina também avaliar a periodicidade para o reajuste dos combustíveis. Periodicidade, não está se falando aqui em alteração da política de preço da Petrobras”, ressaltou.

Anistia de multas
Eliseu Padilha negou um plano do governo afim de editar medida provisória exclusiva para tratar da questão da anistia das multas aplicadas aos caminhoneiros durante a greve.

A possibilidade foi levantada nessa quarta-feira (6), no Congresso Nacional, pelo relator do projeto de lei que regulamenta o transporte de cargas no país, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), depois da sua proposta de anistiar os motoristas multados ser retirada do projeto.

O deputado pretende garantir a conversão de multas aplicadas na paralisação em advertências, seja por medida provisória já em tramitação no Congresso ou por nova medida a ser editada pelo governo.

“O Congresso trabalha como legislador e o Executivo, como Executivo. Não há esse compromisso de edição de medida provisória”, completou Padilha.