Copom vê “certa moderação” no crescimento da atividade econômica

Em ata, o Copom avaliou que os sinais advindos da demanda e da atividade econômica sugerem que o cenário “se desenrola conforme esperado”

atualizado

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1 de 1 Banco Central do Brasil BACEN - Copom - Metrópoles - Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) afirmou, nesta terça-feira (5/8), que a atividade econômica tem indicado “certa moderação” de crescimento e, ao mesmo tempo, mostrado “dados mistos entre os setores e indicadores”.

“O comitê avalia que os sinais advindos da demanda e da atividade econômica até aqui sugerem que o cenário se desenrola conforme esperado e compatível com a política monetária em curso”, destaca em trecho da ata da reunião de julho.

Na reunião realizada em 29 e 30 de julho, o comitê decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano e, assim, encerrar o ciclo de altas nos juros. No entanto, não descartou a possibilidade de novas altas.

O Copom explica que essa moderação no avanço da atividade se junta a uma política monetária contracionista. “As pesquisas setoriais mensais e os dados mais tempestivos de consumo corroboram uma redução gradual de crescimento”, frisou.

Na ata, o colegiado prosseguiu: “O comitê reforça que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta”.

Mercado de crédito e de trabalho

A diretoria do BC pontuou que em momentos de inflexão no ciclo econômico, “é natural que se observem sinais mistos advindos de indicadores econômicos, alguns antecedentes, outros defasados”.

O comitê fez comparações entre os mercados de crédito e de trabalho. Segundo o Copom, o mercado de crédito — mais sensível às condições financeiras — tem “apresentado uma moderação mais nítida”.

“Observa-se um recuo nas concessões de crédito livre e elevação nas taxas de juros e de inadimplência. Além disso, no crédito às pessoas físicas, há um aumento do comprometimento da renda familiar com o serviço das dívidas e um aprofundamento do fluxo de crédito negativo, ou seja, maior pagamento do que contratação de dívida por parte das pessoas físicas”, analisou.

O comitê ponderou que algumas medidas, como o consignado privado para celetistas, “tem dito menor impacto” do que era esperado por agentes do mercado financeiro. O Copom reforçou que seguirá acompanhando “atentamente” as próximas divulgações dos dados de crédito.

Em contrapartida, a diretoria do Banco Central avaliou que o “mercado de trabalho segue dinâmico”, tanto do ponto de vista de renda quanto do emprego — com a taxa de desemprego em mínima histórica. “O mercado de trabalho tem dado bastante suporte ao consumo e à renda”, explicou.

O Copom voltou a ressaltar a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas. De acordo com o BC, “uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta”.

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