CNA estima redução no preço da carne a partir do ano que vem

O superintendente técnico da entidade afirmou que vários fatores “culminaram para que a carne tivesse um preço elevado, que não permanecerá”

atualizado

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1 de 1 Carne-3 - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Classificando o aumento do preço da carne no final de 2019 como algo atípico, a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) prevê que os valores comecem a se acomodar a partir do início do ano que vem.

Durante divulgação do balanço da atividade agropecuária e das perspectivas para 2020, nesta quarta-feira (04/12/2019), o superintendente técnico da entidade, Bruno Lucchi, afirmou que vários fatores “culminaram para que a carne tivesse um preço elevadíssimo, que não vai permanecer”.

Apesar disso, o presidente da CNA, João Martins, afirmou que a tendência é a de que os preços não cheguem ao patamar de 90 dias atrás, considerado baixo.

Além do crescimento da demanda da China, que enfrenta uma epidemia de peste suína africana e também aumentou o consumo devido a um fator cultural, o Ano Novo Chinês, Bruno pontua que havia, ainda, uma oferta reprimida e demanda em recuperação.

“Também houve um incremento da renda do brasileiro, que compra mais neste fim de ano; um período ruim da oferta de carne, porque abatemos muitas fêmeas e a seca se prolongou neste ano”, pontuou.

Segundo os dados da entidade, a China aumentou, entre janeiro e outubro, o volume de exportações tanto de carne bovina (54,5%) quanto de suína (49,4%) e de frango (49,2%).

Ele ressalvou, contudo, que a perspectiva é recuperar os preços da atividade agropecuária, o que deve estimular o produtor a responder a elevação da demanda.

“O produtor vai ter estímulo para aumentar sua produção, e nós temos capacidade de responder a isso. A população não vai pagar mais caro. No início do ano, que é de consumo mais acelerado, a tendência é que isso tudo já se equalize.”

Quanto à carne suína e de frango, segundo ele, a expectativa é que também haja redução. “Nesses casos, o produtor já começou a se preparar para esse aumento desde o início do ano. A gente vinha de uma crise em função do tabelamento de frete, greve de caminhoneiros, problema com Europa, mas a capacidade de recuperação é maior”, explicou Bruno.

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