Caixa deposita FGTS emergencial nesta segunda a nascidos em julho

O calendário de pagamento está organizado de acordo com o mês de nascimento do beneficiário

atualizado 10/08/2020 9:00

Raimundo Sampaio/Esp. Metrópoles

A Caixa Econômica Federal deposita nesta segunda-feira (10/8) o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos trabalhadores nascidos em julho.

O dinheiro, que pode chegar a R$ 1.045 por pessoa, estará disponível na conta Poupança Social, criada pelo banco aos 60 milhões de brasileiros que vão receber o recurso.

As movimentações devem ser feitas pelo aplicativo Caixa Tem. Neste primeiro momento, é possível fazer somente o uso digital do valor, como pagar boletos e contas de energia, água e telefone, por exemplo.

Saques e transferências estarão bloqueados. Para os trabalhadores nascidos em julho, essas opções estarão disponíveis apenas a partir do dia 17 de outubro.

No entanto, é possível antecipar saques e transferências do FGTS, de forma segura e legal, por meio de bancos digitais. Aprenda aqui o passo a passo de como adiantar o dinheiro.

Cronograma

O calendário de pagamento está organizado de acordo com o mês de nascimento. Nas últimas seis semanas, foi a vez dos trabalhadores nascidos em janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho receberem.

O dinheiro tem sido liberado toda segunda-feira. Quem nasceu em janeiro e fevereiro já pode sacar o dinheiro, uma vez que a Caixa liberou a opção para esse grupo no último sábado (8/8). Veja o calendário:

Calendário do saque emergencial do FGTS
Calendário do saque emergencial do FGTS
MP caducou

A Caixa Econômica informou que o calendário do saque emergencial do FGTS segue inalterado, apesar de a Câmara dos Deputados ter deixado caducar a Medida Provisória (MP) nº 946/20, que estabelece o pagamento.

Com a retirada da pauta – a pedido do governo federal – da MP na última terça-feira (4/8), trabalhadores que nasceram entre julho e dezembro temiam ficar sem o saque emergencial do FGTS, uma vez que o projeto perde a validade sem votação.

No entanto, a Caixa Econômica garantiu que manterá o cronograma do saque emergencial “com base no princípio constitucional da segurança jurídica”.

Após deixar caducar a medida provisória, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o saque extraordinário será objeto de um projeto de lei a ser votado até a próxima quarta-feira (12/8).

Posso recusar?

Trabalhadores podem recusar a transferência do saque emergencial para a Poupança Social. Para isso, é necessário comunicar sobre a escolha por meio do aplicativo ou do site do FGTS. A solicitação deve ser feita até dez dias antes da liberação do crédito.

Caso a pessoa perca o prazo e não queira retirar o dinheiro, é possível pedir que o valor retorne para a conta do FGTS. Segundo a Caixa, o recurso voltará em até 60 dias, com correção monetária.

Se a Poupança Social digital não sofrer movimentação até o dia 30 de novembro deste ano, os valores retornarão à conta FGTS do trabalhador, devidamente corrigido e sem nenhum prejuízo ao trabalhador, segundo a Caixa.

Vale a pena?

Mas, afinal, quando vale a pena fazer o saque emergencial do FGTS e quando não? O coordenador do MBA de gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, explica que o FGTS está hoje entre os investimentos conservadores mais rentáveis.

Por isso, o especialista em finanças pessoais avalia como interessante a escolha por deixar o dinheiro no fundo caso o trabalhador não esteja precisando. “Deixar esse dinheiro agora pode ser uma boa aplicação conservadora, inclusive rendendo mais do que outras”, comenta o especialista.

O educador financeiro Jônatas Bueno, por sua vez, alerta para a oportunidade que o governo dá ao liberar o saque emergencial do FGTS e indica às pessoas avaliar que, mais à frente, podem não ter mais esse dinheiro disponível.

“Nominalmente, o FGTS é do trabalhador, mas na maior parte fica retido e a pessoa pode não ter acesso a esse dinheiro em outras situações, como em alguma emergência, ausência de renda ou uma despesa inesperada, como gastos em saúde”, explica Bueno.

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