Bolsa renova recorde e fecha acima de 117 mil pontos pela 1ª vez

Desempenho do Ibovespa em 2019, acima do que não poucos anteviam no início do ano, ocorreu a despeito sem o apoio do investidor de fora

Nilton Fukuda/Estadão ConteúdoNilton Fukuda/Estadão Conteúdo

atualizado 26/12/2019 19:23

Na antepenúltima sessão do ano, com liquidez moderada, o Ibovespa deu novo sinal de que deve fechar 2019 em torno de máximas históricas, que têm sido pulverizadas em padrão quase diário nas últimas semanas.

Neste retorno de Natal, não foi diferente: como aqueles apressados que sobem a escada de dois em dois degraus, o Ibovespa, que já havia rompido a inédita casa de 116 mil pontos pela manhã, aprofundou-se em terreno não mapeado para fechar o dia acima dos 117 mil pontos.

O principal índice da B3 encerrou a sessão em alta de 1,16%, aos 117.203,20 pontos, estabelecendo nova máxima de fechamento e, um pouco mais cedo, também intradia.

O giro financeiro ficou em R$ 16,1 bilhões, com o índice oscilando entre 115.672,53 pontos, na mínima, e 117.219,91 pontos no pico da sessão, em dia também positivo em Nova York, onde o índice de tecnologia, Nasdaq, tocou e superou pela primeira vez a marca de 9 mil pontos – as três referências de NY seguem nas máximas históricas, renovadas hoje mais uma vez.

Entusiasmo
Com entusiasmo lá e aqui, o índice MSCI Brazil, que reúne ADRs de empresas brasileiras negociadas em Nova York, fechou o dia em alta de 2,21%, a 47,69.

No Brasil, a melhora nos índices de confiança dos segmentos de comércio e serviços, em levantamento mensal da Fundação Getulio Vargas, bem como o forte desempenho reportado pela Associação de Lojistas de Shopping Centers (Alshop) nas vendas de Natal, foi o catalisador inicial dos ganhos.

“O mercado tem se mantido eufórico com a melhora da perspectiva econômica para 2020, em uma progressão praticamente linear, que o deixa exposto a uma correção maior caso algum fato negativo sobrevenha”, diz Gabriel Machado, analista da Necton, casa que projetava a princípio 112 mil para o Ibovespa no fechamento de 2019 e que estima 137 mil como meta para o próximo ano.

Falta de apoio
O desempenho do Ibovespa em 2019, acima do que não poucos anteviam no início do ano, ocorreu a despeito da falta de apoio do investidor estrangeiro. De acordo com os mais recentes dados disponíveis, os estrangeiros retiraram R$ 349,867 milhões da B3 no pregão da última sexta-feira (20/12/2019).

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