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Economia

Bolsa fecha em alta, com investidor mirando um "estrago fiscal" menor

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, reagiu bem à notícia de que a PEC de Transição deve ser desidratada durante a tramitação

06/12/2022 19:09
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Michael Melo/Metrópoles
Bolsa fecha em alta, com investidor mirando um “estrago fiscal” menor

A Bolsa de Valores brasileira teve alta de 0,7% nesta terça-feira (06/12), aos 110.189 pontos. O mercado aguardava a votação da PEC de Transição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, e reagiu bem à decisão dos parlamentares de desidratar a proposta enviada pelo futuro governo.

Na votação, os senadores decidiram promover três mudanças essenciais no texto: o valor das despesas fora do limite fiscal foi reduzido de R$ 175 bilhões para R$ 145 bilhões, o período de permissão para gastos caiu de 4 para 2 anos, e o texto prevê agora a obrigação de o governo Lula propor uma regra fiscal alternativa ao teto de gastos até agosto do próximo ano.

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A aprovação ocorreu na reta final do pregão da Bolsa e garantiu ao mercado um dia de ganhos. No meio da tarde, quando a votação ainda estava incerta, o Ibovespa chegou a operar no vermelho.

Desde a semana passada, a grande expectativa dos investidores era que o Congresso reduzisse o estrago sobre o teto de gastos proposto pela PEC. Inicialmente, a equipe de Lula indicou despesas extras na ordem de R$ 200 bilhões, mas agora parece mais provável que o furo na regra fiscal será amenizado pelos parlamentares.

Por outro lado (e como já é habitual no rito congressista), os senadores buscaram uma contrapartida para o alívio proposto. Uma das alterações aprovadas para a PEC é a permissão para o governo fazer investimentos na ordem de R$ 22 bilhões, caso a arrecadação de impostos supere as expectativas.

Essa mudança valeria já a partir deste mês, caso a PEC seja aprovada antes do recesso parlamentar. Na prática, o valor extra liberaria recursos para as chamadas emendas do relator, que foram congeladas na reta final do governo Bolsonaro.

Dólar

Na esteira do bom desempenho da Bolsa e do dia mais fraco nos mercados externos, o dólar encerrou a terça-feira em queda de 0,8%, para R$ 5,24.