Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Economia

BC aposta na aprovação de sua autonomia no 1º trimestre de 2020

Proposta acabou engolida no ano passado por outro itens da agenda econômica do governo no Congresso

Luciana Lima09/01/2020 14:24
Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Compartilhar notícia
Daniel Ferreira/Metrópoles
BC aposta na aprovação de sua autonomia no 1º trimestre de 2020

O presidente do Banco Central, Roberto de Oliveira Campos Neto disse nesta quinta-feira (09/01/2020) acreditar que a proposta que prevê autonomia da instituição seja aprovada pelo Congresso Nacional ainda no primeiro trimestre de 2020. “É sempre uma prerrogativa do Legislativo. Quando decidimos colocar no primeiro trimestre [a previsão de aprovação], entendemos que existe um ambiente legislativo propício”, afirmou Campos Neto em entrevista coletiva, na qual comentou as prioridades da instituição para 2020.

Ele disse que tem mantido contato com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tem ajudado nas articulações para pautar a proposta, que acabou engolida por outros itens da pauta econômica no segundo semestre de 2019.

“Tenho conversado com presidente Rodrigo Maia, que tem defendido muito a agenda econômica e tem sido muito importante na coordenação do processo. Ele tem tido um papel muito relevante neste sentido. Existia no fim do ano a possibilidade, mas tinha uma pauta bastante concentrada. Nós até discutimos a possibilidade e as prioridades. Eu mesmo entendia que saneamento era uma prioridade muito relevante, que tinha tido muita prioridade, foi feita desta forma”, destacou Campos Neto, que observou que a proposta da Câmara é a que atende o governo.

Em novembro do ano passado, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou um projeto de lei complementar que trata da nomeação e demissão de presidente e diretores do Banco Central, o que pode garantir a autonomia ao órgão.

Uma das principais mudanças diz respeito ao estabelecimento de mandatos fixos ao presidente e aos diretores do órgão – serão quatro anos para todos os membros, com a possibilidade de uma recondução ao cargo.

O Banco Central, no entanto, apoia outra proposta, apresentada em abril de 2019, pelo Executivo na Câmara dos Deputados. “Em relação ao projeto, assinamos o projeto da Câmara, foi o que entendemos que é o melhor”, destacou.

Mandato duplo
Sobre a possibilidade de um mandato duplo para o Banco Central, com metas não somente de inflação, mas também de crescimento da economia, ele avaliou que essa não é “uma forma eficiente de operar”.

“Já explicitamos várias vezes. Países que têm mandato duplo, na prática, não usam. Tenho conversado com banqueiros centrais de outros países. O que se mostra é que a melhor forma de contribuir é através do controle de inflação”, concluiu.

Contas em dólar
Campos Neto falou ainda sobre a necessidade de aprovar ainda neste ano o projeto de lei sobre a legislação cambial, que permite ampliar, gradualmente, as possibilidades legais de brasileiros manterem no país contas em dólares.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters