Conflito Irã x EUA: Campos Neto evita falar de impacto no Brasil

Presidente do BC diz que instituição, no máximo, está atenta aos possíveis efeitos da tensão no Golfo Pérsico na economia brasileira

atualizado 09/01/2020 12:58

Ian Ferraz/Metrópoles

O presidente do Banco Central, Roberto de Oliveira Campos Neto, evitou fazer projeções sobre possíveis impactos do conflito entre os Estados Unidos e o Irã na economia brasileira e disse que o papel da instituição é estar vigilante sobre a forma que variáveis macroeconômicas afetam as projeções internas.

Ele citou o exemplo do preço do petróleo, que não apresentou alteração diante do agravamento da tensão no Golfo Pérsico.

“O Banco Central não pode fazer previsões sobre o que vai ocorrer com o conflito. É olhar o impacto do conflito nas variáveis econômicas e como nós entendemos que as variáveis macroeconômicas influenciam as nossas projeções”, disse Campos Neto.

“É o máximo que eu posso falar, porque se nós olharmos para esse conflito recente com o Irã, no primeiro dia tinham notícias de que o petróleo poderia subir muito e agora mais recentemente está abaixo do que estava antes do início da crise”, destacou.

Antes, ele havia mencionado a influência do contexto internacional em dois fatores dentro do Brasil no ano de 2019, como o aumento do preço da carne, provocado pela demanda da China sobre o produto brasileiro, e a alta do preço do petróleo. Segundo Campos Neto, o governo está atento ao efeitos.

“Para o BC, é importante como isso afeta os canais de transmissão”, enfatizou Campos Neto.

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