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Economia

Alimentos pesam mais no bolso dos mais pobres: veja 10 maiores altas no ano

No grupo alimentação e bebidas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 5,46% no acumulado do ano

12/09/2020 14:00, atualizado 12/09/2020 14:23
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mercado supermercado inflação cesta básica

A inflação para famílias que ganham até cinco salários mínimos – o equivalente a R$ 5.225 por mês – apresentou alta de 0,36% em agosto deste ano, segundo dados divulgados nessa quarta-feira (9/9) pelo IBGE.

A taxa, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), é 50% mais alta se comparada à inflação das famílias que ganham até 40 salários mínimos (R$ 41,8 mil), o IPCA, que teve alta de 0,24%.

No caso da inflação das famílias de baixa renda, é o maior resultado para um mês de agosto desde 2012, quando o índice foi de 0,45%. No ano, o INPC geral acumula alta de 1,16%, segundo o IBGE.

Em meio ao caos econômico causado pela pandemia do novo coronavírus, o aumento dos preços foi maior ainda ao se recortar o grupo alimentação e bebidas. No acumulado do ano, a inflação (INPC) foi de 5,43%.

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Em algumas capitais, como Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Vitória (ES) e Aracaju (SE), o índice ultrapassa os 6%. Ainda no quesito alimentação e bebidas, Brasília (DF), por sua vez, teve alta de 3,1%.

A seguir, veja os 10 alimentos que registraram as maiores altas do ano, de acordo com o INPC:

  1. Manga: 65,2%
  2. Cebola: 53,9%
  3. Feijão (fradinho): 41%
  4. Limão: 35,2%
  5. Feijão (mulatinho): 33,8%
  6. Pimentão: 33,6%
  7. Feijão (preto): 28,7%
  8. Mamão: 24,1%
  9. Fígado: 23,2%
  10. Cenoura: 22,8%

Na prática, isso quer dizer que famílias de baixa renda estão sofrendo mais para comprar os alimentos, uma vez que o grupo “alimentação e bebidas” tem um peso maior para essas pessoas.

Esses consumidores não foram muito recompensados, por exemplo, com a queda no preço das passagens aéreas, de -57,8% no acumulado do ano (IPCA), ao contrário do que acontece com famílias que ganham mais.

Por isso, o peso do grupo alimentos é maior para essas famílias e, consequentemente, a alta dos preços registrados nos supermercados acaba impactando especialmente os mais pobres.
Cesta básica

De acordo com números do

Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese)

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, o preço dos alimentos básicos ficou mais caro em agosto para os consumidores de 13 das 17 capitais pesquisadas.

São Paulo registrou o valor mais alto da cesta: R$ 539,95, alta de 2,9% em comparação com julho. No ano, o preço do conjunto de alimentos aumentou 6,6% e, em 12 meses, 12,15%, segundo o Dieese.

O menor valor da cesta básica, por sua vez, foi registrado em Aracaju (SE), a R$ 398,47, alta de 1,46%.

Isso significa que o novo valor do auxílio emergencial, reduzido de R$ 600 para R$ 300 após aval do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), não é suficiente para comprar a cesta básica em qualquer capital do país.

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Inflação atingiu 10,67%, nos últimos 12 meses, no Brasil
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