Durigan critica tarifaço e diz que governo atenderá setores afetados
Governo espera anúncio de novas tarifas de 25% por parte do governo Trump nesta quarta-feira (13/7)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltou a dizer, nesta quarta-feira (15/7), que novas tarifas impostas pelos Estados Unidos seriam “desproporcionais” e “injustas” e que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliaria medidas de contenção para setores afetados.
O governo brasileiro espera que Donald Trump anuncie uma nova taxa de 25% sobre as importações brasileiras, depois do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, da sigla em inglês) enviar a recomendação à Casa Branca. Nesta quarta, vence o prazo para a entidade concluir a investigação com base na seção 301.
“Se for confirmado o tarifaço, mais uma vez injusto, vai ser preciso avaliar quais setores foram afetados, na mesma linha de princípio do que a gente já fez. O governo brasileiro não vai deixar os agricultores, os empresários e as famílias brasileiras na mão, nós vamos fazer uma avaliação sempre cuidadosa pelo compromisso de futuro e pelo compromisso fiscal”, disse.

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Ver todasO titular da equipe econômica disse que o governo Lula deverá adotar uma postura semelhante à que foi adotada quando Trump anunciou um primeiro tarifaço em julho de 2025. Agora, o Palácio do Planalto também avalia acionar a Lei da Reciprocidade contra o tarifaço,
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“O que existe é um princípio que vai nos guiar: os empresários brasileiros, as famílias brasileiras, os caminhoneiros brasileiros, os agricultores brasileiros não podem ser prejudicados por medidas injustas adotadas por outros países”, declarou.
Reciprocidade
Ante a possibilidade de novas tarifas impostas a produtos brasileiros, o governo passou a estudar a possibilidade de usar a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional em 2025.
“A gente chegou a suspender a tramitação do processo de reciprocidade. Com isso agora, acho que é provável que a gente, uma vez consultado o presidente Lula, retome o processo”, disse Durigan na portaria do Ministério da Fazenda, em Brasília, na terça-feira (14/7).



