Dodge sobre Aras, indicado para a PGR: “Desejo a ele todo o bem”

Procuradora-geral dá declaração simpática ao indicado para sucedê-la no cargo, mas alfineta: "Instituição tem que continuar independente"

André Borges/Especial para o MetrópolesAndré Borges/Especial para o Metrópoles

atualizado 17/09/2019 18:40

No dia em que entrega a cadeira que ocupou durante dois anos à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), Raquel Dodge desejou, nesta terça-feira (17/09/2019), “todo o bem” ao indicado para substituí-la, o hoje subprocurador Augusto Aras. Essa foi a primeira manifestação da procuradora sobre a nome escolhido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

“Desejo a ele todo bem. Essa instituição é importante para a democracia brasileira. Controlar o poder, defendendo liberdade, é uma tarefa de todo o procurador-geral. Tenho que desejar muito êxito”, declarou.

Dodge, contudo, fez uma defesa da autonomia da PGR, alfinetando o sucessor, muito criticado por ter sido escolhido fora da lista tríplice definida pela categoria e após repetida declarações de Bolsonaro de que escolheira alguém “alinhado” com o governo. “Queremos que essa instituição continue independente”, afirmou a procuradora-geral.

A própria Dodge, entretanto, tinha a intenção de ser reconduzida ao cargo – e não participou da eleição entre os procuradores do país para a montagem da lista tríplice.

Ela chegou a visitar Bolsonaro para articular a recondução, mas não foi escolhida pelo chefe do Executivo. Ele definiu Aras como o indicado. Agora, o escolhido pelo presidente deve passar por uma sabatina no Senado antes de oficialmente chefiar a PGR.

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