Direção de escola cívico-militar no RJ é exonerada por aglomeração

Em vídeo, além de doutrinador, evento de formatura evidencia falhas "além da falta de adoção de medidas protetivas contra a Covid-19"

atualizado 26/05/2021 9:27

Reprodução de vídeo

Rio de Janeiro – A equipe gestora da Escola Cívico-Militar Carioca General Abreu, no Rocha, na zona norte do Rio, foi exonerada pela Prefeitura do Rio por “desrespeito ao protocolo sanitário e por conduta incompatível com o ambiente escolar”. A Secretaria Municipal de Educação confirmou apenas a decisão de dispensar a equipe, publicada em Diário Oficial.

A medida foi tomada após a Secretaria Municipal de Educação receber do Sindicato estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) a denúncia sobre evento de formatura realizado na unidade, confirmado com fotos e o vídeo abaixo, que mostra alunos aglomerados no pátio.

Durante a formatura, os estudantes ainda foram submetidos a discurso doutrinador, segundo o Sepe, caracterizado com o uso da frase “Brasil acima de tudo, abaixo de Deus” semelhante à usada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

O Sepe afirmou também denunciou o caso ao Ministério Público do Rio de Janeiro e também à Comissão de Educação da Câmara de Vereadores. O evento, segundo o sindicato, “configura claramente numa atitude contra os princípios educacionais (…) deixando claro também que os estudantes da escola seriam privilegiados em relação aos alunos da rede regular (‘Nós somos nós. E o resto é o resto!’)”.

O Sepe informou que também estuda medidas jurídicas cabíveis para o caso, que evidencia falhas “além da falta de adoção de medidas protetivas contra a Covid-19”.

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