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Dino determina que AGU recupere R$ 6 mi de emenda de Alberto Fraga

Decisão de Dino envolve emenda parlamentar do deputado Alberto Fraga (PL-DF) e determina que a AGU adote medidas para recuperar montante

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Edson Fachin em audiência pública da Segunda Turma STF que debateu constitucionalidade das emendas parlamentares impositivas é encerrada pelo ministro Flávio Dino – Metropoles 1
1 de 1 Edson Fachin em audiência pública da Segunda Turma STF que debateu constitucionalidade das emendas parlamentares impositivas é encerrada pelo ministro Flávio Dino – Metropoles 1 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) adote medidas para garantir a devolução de R$ 6 milhões aos cofres públicos referentes a uma emenda parlamentar do deputado federal Alberto Fraga (PL-DF).

Fraga destinou R$ 10 milhões ao projeto A Tenda+, firmado entre a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e o Hospital São Mateus.

Uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus), ligado ao Ministério da Saúde, concluiu que o projeto não é compatível com o planejamento da pasta distrital e não está alinhado às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Foram contratados exames e procedimentos com recursos federais por valores superiores aos da tabela SUS, e itens foram adquiridos com valores de referência superiores aos praticados pela Administração Pública no Distrito Federal. A análise também revelou que a relação – custo/benefício entre a locação e a compra de bens móveis (tais como televisão, impressora e notebook) não foi considerada”, cita parte da auditoria.

O órgão também apontou sobrepreços, compras antieconômicas, falhas de fiscalização, ausência de relatórios e irregularidades na execução física e financeira, incluindo pagamentos sem notas fiscais correspondentes.

Com base nas conclusões, Dino determinou que R$ 1,34 milhão seja devolvido ao Fundo de Saúde Distrital e R$ 4,97 milhões retornem ao Fundo Nacional de Saúde.

O ministro encaminhou o relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Polícia Federal (PF), ao Governo do Distrito Federal (GDF), ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), à Procuradoria-Geral do DF (PGDF) e ao Ministério Público de Contas (MPCDF), para que providências cabíveis sejam adotadas.

Dino também oficiou o Ministério da Saúde para prosseguir com medidas administrativas e reforçou que a AGU deve avaliar as ações necessárias para o ressarcimento integral dos valores.

Procurada, a Secretaria de Saúde do DF afirmou que atua de forma transparente e está à disposição para prestar esclarecimentos (veja nota completa abaixo). O Metrópoles também contatou o deputado e aguarda resposta.

Nota

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal trabalha de maneira transparente com os órgãos de Controle e sempre que questionada e demandada responde de forma  imediata à todos os questionamentos realizados, estando sempre à disposição para esclarecimentos.

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