Desembargadora cita indícios contra Barros e suspende inquérito da PF

A 1ª instância decidirá se caso irá ao STF, pois líder do governo na Câmara tem foro privilegiado, e pode estar envolvido em irregularidades

atualizado 29/10/2021 19:55

deputado ricardo barrosJP Rodrigues/ Metrópoles

A desembargadora Maria do Carmo Cardoso, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRT-1), determinou a suspensão, nesta sexta-feira (29/10), de um inquérito da Polícia Federal que investiga supostas irregularidades na aquisição de medicamentos para doenças raras pelo Ministério da Saúde. Há suspeitas de que o agora líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), que comandava a pasta na época dos fatos, esteja envolvido no caso.

De acordo com a denúncia, a compra custou quase R$ 20 milhões, no entanto, os produtos não foram entregues. O caso é relacionado à Operação Pés de Barro, realizada em setembro, que apura fraudes na aquisição de medicamentos entre maio de 2016 e março de 2018, na gestão do presidente Michel Temer (MDB).

Na decisão, a magistrada afirmou que as investigações podem alcançar Barros, que tem foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF). Por isso, o inquérito permanecerá suspenso até que o TRF-1 julgue o caso e, se assim entender, o envie ao Supremo.

Operação Pés de Barro

Em setembro, a Polícia Federal cumpriu 15 mandados de busca e apreensão na Operação Pés de Barro.

A operação investiga a aquisição dos medicamentos Aldurazyme, Fabrazyme, Myozyme, Elaprase e Soliris/Eculizumabe pela Diretoria de Logística em Saúde do Ministério da Saúde. A estimativa é de que a pasta tenha perdido R$ 20 milhões após as empresas não entregarem os remédios, que já estavam pagos.

Além disso, a falta dos medicamentos pode ter acarretado o óbito de ao menos 14 pacientes, segundo a investigação.

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